
O jovem Eduardo Ronald de Sousa Ferreira, de 18 anos, tentou matar a namorada Clara Thais Silva Maia, de 18 anos, a facadas, durante a madrugada desta segunda-feira, 26 de outubro de 2026, dentro de uma residência no município de Umarizal (RN).
A Polícia Militar informou que foi acionada por volta das 2h20. Ao chegar ao local, encontrou a vítima ensanguentada, agonizando e com perfurações pelo corpo, inclusive na garganta. Os policiais efetuaram a prisão em flagrante de Eduardo e apreenderam a arma utilizada no crime.
O suspeito foi conduzido à presença do delegado Raphael Laboissiere, de plantão na Polícia Civil, enquanto Clara Maia foi socorrida para o hospital local e, em seguida, transferida para o Hospital Regional de Pau dos Ferros, onde permanece internada em estado grave.
Na delegacia, o delegado Raphael Laboissiere afirmou que lavrou o auto de prisão em flagrante por tentativa de feminicídio, mas ponderou que a tipificação poderá ser reavaliada no decorrer das investigações, conforme a apuração de novas circunstâncias.
O caso será investigado em inquérito policial conduzido pelo delegado Mateus Ramalho, titular da Delegacia de Polícia Civil de Umarizal. “No plantão, o flagrante foi lavrado e o suspeito conduzido à Cadeia Pública de Caraúbas. Representamos pela preventiva”, declarou o delegado.
A autoridade policial explicou que serão analisadas mensagens de celulares, imagens de câmeras de segurança e colhidos depoimentos de testemunhas. O suspeito optou por permanecer em silêncio, e a vítima ainda não tem condições clínicas de prestar esclarecimentos devido aos ferimentos na região do pescoço.
Circula na região a versão de que a jovem teria festejado a vitória de Lula com amigas em Umarizal e quando chegou em casa, o namorado Eduardo Ferreira, que é eleitor de Bolsonaro, a teria esfaqueado na garganta. “Esta informação não posso confirmar, pois o suspeito ficou em silêncio e a vítima não reuniu condições clínicas para falar”, destacou o delegado Raphael Laboissiere. O advogado Policarpo Dantas, contratado pela familia, confirmou a versão que circula na cidade. "Vou buscar justiça por Clara", diz o advogado.
A Polícia Civil pede que quem tiver informações que possam esclarecer os fatos entre em contato com o delegado Mateus Ramalho ou repasse dados de forma anônima pelo Disque-Denúncia (181).