
Uma mulher de 36 anos e seu filho de 6 anos foram resgatados pela Polícia Civil e pela Polícia Militar na última quinta-feira (22) em Pau dos Ferros (RN), na região do alto oeste do estado. As vítimas eram mantidas em cárcere privado por integrantes de uma facção criminosa e aguardavam o veredito de um "tribunal do crime" para saber se seriam executadas.
A ação resultou na prisão em flagrante de um homem de 22 anos e na apreensão de um adolescente de 16 anos.
Segundo as investigações, a mulher foi capturada após publicar uma foto em suas redes sociais fazendo um gesto que, de acordo com a polícia, estaria associado a um grupo criminoso rival ao dos captores.
A polícia chegou até a residência, localizada no bairro Manoel Deodato, após receber uma denúncia anônima. O imóvel estava trancado pelo lado de fora com correntes e cadeados.
Ao arrombarem os acessos, os policiais encontraram mãe e filho confinados. A mulher, que estava em estado de choque, relatou que o cativeiro servia de abrigo temporário até que as lideranças da organização criminosa decidissem o seu destino. A intervenção policial interrompeu o julgamento clandestino.
Após a libertação das vítimas, os policiais iniciaram buscas na região. O adolescente de 16 anos foi o primeiro a ser localizado, no próprio bairro Manoel Deodato.
Na sequência, o homem de 22 anos foi preso em flagrante. No momento da abordagem, ele participava de uma videochamada com outros integrantes da facção para relatar a situação. No quarto do suspeito, a polícia apreendeu:
• Um revólver calibre .38 municiado
• 41 munições intactas de mesmo calibre
• Um aparelho celular
O homem foi autuado e encaminhado ao sistema prisional do estado, onde aguardará a audiência de custódia à disposição da Justiça. O adolescente foi conduzido ao sistema socioeducativo, conforme determinam as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos no crime e pediu o apoio da população por meio de denúncias anônimas pelo telefone 181.