13/03/2026 15:47
Em 2022, o governo Bolsonaro impôs uma redução do ICMS sobre combustíveis, transferindo para Estados e municípios uma perda bilionária de arrecadação. Foi uma decisão unilateral que gerou forte tensão institucional e desequilíbrios fiscais nos entes subnacionais Agora, Lula seguiu caminho oposto. O governo federal reduziu seus próprios tributos e apenas sugeriu que os Estados avaliem, se possível, eventuais reduções de ICMS como parte de um esforço cooperativo nacional. Mas respeitou a autonomia de cada governador e de cada Estado para decidir conforme sua realidade fiscal.
12/03/2026 23:32
Há também um erro estratégico que ainda produz efeitos: a venda da BR Distribuidora pela Petrobras. A antiga BR exercia papel estruturante na cadeia de combustíveis. Funcionava como referência nacional de preços, mantinha uma rede logística capilar e exercia pressão competitiva sobre o mercado. Ao se desfazer desse ativo, a Petrobras abriu mão de um instrumento importante de coordenação comercial e perdeu contato direto com o consumidor final. Mais na COLUNA OPINIÃO
07/03/2026 19:30
Clickbait ou jornalismo? O dilema da imprensa na era digital. Ela expõe algo mais profundo e preocupante: o ritmo cada vez mais apressado com que certas notícias são publicadas e replicadas no ambiente digital. O problema não está apenas em errar. O jornalismo sempre conviveu com a possibilidade de erro. O verdadeiro risco está em transformar a exceção em método.
04/03/2026 21:49
O biodiesel brasileiro costuma ter custo superior ao do diesel mineral. Isso ocorre principalmente porque sua principal matéria-prima é o óleo de soja, um produto com preço elevado e fortemente influenciado pelo mercado internacional de alimentos. Esse detalhe muda completamente a natureza do debate. Mais de 65% do biodiesel produzido no Brasil utiliza óleo de soja. Ao aumentar a mistura obrigatória, o governo cria uma demanda garantida por lei para essa matéria-prima. Em outras palavras, estabelece um mercado cativo. Isso significa que a política de biodiesel não é apenas uma política energética. É também uma política agrícola e industrial. E isso tem consequências.
14/02/2026 10:46
O Brasil voltou ao centro do tabuleiro geopolítico mundial. Desta vez, não apenas pelo petróleo, pela agricultura ou pela energia renovável, mas pelos chamados minerais críticos, insumos essenciais para a transição energética, para a indústria digital, para a defesa e para as novas tecnologias. A aproximação com a Índia, as conversas com os Estados Unidos, o interesse da União Europeia e o protagonismo chinês mostram que estamos diante de uma oportunidade histórica, escreveu Jean Paul Prates. Matéria Completa, na Coluna Opinião