16/06/2026 08:43
A entrada do trecho ferroviário Natal–Macau na carteira federal de projetos não é apenas uma notícia regional. Ela é a prova concreta de que o Brasil começou, enfim, a sair de uma lógica antiga, centralizadora e paralisante, que por décadas manteve a infraestrutura ferroviária refém de burocracia, indecisão e baixa capacidade de execução. O corredor potiguar foi incluído no novo ambiente de Ferrovias Inteligentes, criado para dar destino econômico a trechos ociosos, subutilizados ou com potencial de reativação. Isso não surgiu por acaso. É consequência direta de uma mudança legal e regulatória que o país levou tempo demais para fazer. Esta mudança significativa no Marco Regulatório das Ferrovias é obra do ex-senador Jean Paul Prates, titular deste espaço. Mais, na COLUNA OPINIÃO.
15/06/2026 08:05
O feito de Musk é extraordinário e merece ser estudado. O que não merece ser aceito sem reflexão é a ideia de que o enriquecimento patrimonial, por si só, represente o ápice desejável de uma sociedade. Riqueza financeira importa. Capital importa. Mercado importa. Mas todos devem servir a uma finalidade maior: produzir desenvolvimento, inovação, autonomia estratégica e melhoria concreta da vida das pessoas. Talvez a pergunta mais importante diante do primeiro trilionário da história não seja como alguém conseguiu acumular tanto patrimônio. A pergunta decisiva é outra: que tipo de sociedade estamos formando quando passamos a admirar mais quem detém ativos do que quem produz a riqueza real que sustenta esses ativos?
31/05/2026 08:11
Talvez a conclusão mais justa seja esta: a China não deve ser descrita simplesmente como uma não democracia, nem celebrada sem ressalvas como uma democracia superior. Ela representa uma forma distinta de legitimidade política, com elementos reais de representação, consulta e responsividade, mas também com severas limitações de pluralismo, liberdade civil e competição pelo poder. É um sistema que desafia a teoria democrática ocidental porque entrega resultados e preserva apoio social sem adotar os mecanismos centrais do liberalismo político. Veja mais na COLUNA OPINIÃO
24/05/2026 11:37
A incrível história do gênio João Gurgel foi encerrada no Ceará. Veja como isto aconteceu. Nos anos 1970, o Brasil estava diante de uma encruzilhada histórica. As crises do petróleo de 1973 e 1979 escancararam a vulnerabilidade energética de um país dependente de combustíveis importados. O mundo inteiro buscava alternativas. O Brasil tinha uma base hidrelétrica em expansão, uma indústria automobilística instalada, capacidade técnica em formação e um mercado urbano que poderia ter servido como laboratório para novas soluções de mobilidade. Foi nesse ambiente que a Gurgel apresentou, ainda em 1974, seu projeto elétrico urbano, o TU Elétrico, já associado à ideia de uma rede de recarga em Rio Claro, com pontos exclusivos de estacionamento e energia fornecida pela Cesp. Tudo isso foi destruído pela elite do capital internacional, a partir do Ceará. Conhecça a incrível história de João Gurgel, na COLUNA OPINIÃO
21/05/2026 06:32
O Brasil não deve aceitar o falso dilema entre homologar integralmente contratos questionados ou enfrentar apagão. Segurança elétrica exige reserva de capacidade, mas também exige competição real, neutralidade tecnológica, transparência, menor custo sistêmico e respeito ao consumidor. O consumidor brasileiro não pode pagar por muitos anos por uma solução que talvez não seja a mais barata, nem a mais eficiente, nem a mais compatível com a matriz renovável que o próprio Brasil construiu. Veja mais NA COLUNA OPINIÃO