22/04/2026 11:01
Criar uma empresa de capital misto para minerais críticos não é estatização. É a resposta brasileira, tardia, a um jogo que os outros já começaram há anos. Os críticos da intervenção estatal dirão que o mercado privado resolve. A Serra Verde responde esse argumento com precisão cirúrgica: resolveu, sim. Resolveu a soberania dos Estados Unidos. Os EUA têm o CHIPS Act e o IRA. A União Europeia tem o Critical Raw Materials Act. A China estruturou sua cadeia ao longo de três décadas, com paciência e estratégia de Estado. O Brasil ainda debate se deve agir.
14/04/2026 22:57
A empresa que domina o fundo do oceano como nenhuma outra no mundo deve se converter em braço auxiliar de um setor que já é plenamente capitalizado e competitivo? A Petrobras foi construída para abrir fronteiras tecnológicas e operacionais onde o investimento privado, por natureza, hesita: águas ultraprofundas, pré-sal, soluções avançadas de perfuração, produção, reinjeção e processamento que hoje são referência global.
06/04/2026 08:47
Os acontecimentos desta semana no Oriente Médio deixaram de ser apenas mais um episódio de instabilidade regional. Estamos diante de um potencial ponto de inflexão histórico no sistema energético global. A escalada do conflito envolvendo o Irã, impulsionada por decisões estratégicas equivocadas dos Estados Unidos sob a liderança de Donald Trump, produziu efeitos que vão muito além do objetivo imediato de reposicionamento geopolítico. Mais na COLUNA OPINIÃO
02/04/2026 08:59
A decisão anunciada entre o governo Donald Trump e a TotalEnergies é uma delas. Não se trata apenas de uma mudança de carteira empresarial. Trata-se de uma escolha política explícita: dificultar a energia renovável, inviabilizar a eólica offshore e premiar financeiramente a migração de capital para projetos de gás, petróleo e LNG. Mais, NA COLUNA OPINIÃO.
27/03/2026 00:20
O Brasil tem uma janela de oportunidade histórica. O mundo está desesperadamente em busca de energia limpa, barata e abundante para alimentar a revolução da inteligência artificial, a reindustrialização verde e a eletrificação dos transportes. O Brasil Equatorial tem exatamente isso. Mas essa oportunidade não se realiza automaticamente. Ela precisa de regulação funcional, de políticas públicas coerentes e de um ambiente institucional que não permita que interesses setoriais paralisem o que é estratégico para o país. O que vemos hoje é o oposto. Energia limpa sendo desperdiçada por bilhões. Tecnologias de armazenamento bloqueadas por indefinição regulatória proposital ou negligente. Programas de atração de investimentos sendo sabotados dentro do próprio Congresso.