18 JUN 2026 | ATUALIZADO 21:40

OPINIÃO

  A frustração de quem observa o Brasil tem razão de ser. A corrupção atravessa direita, centro e esquerda, e não é fenômeno recente nem episódio passageiro. Quem afirma o contrário insulta a inteligência do brasileiro comum, que paga a conta há gerações. Reconhecer a profundidade do problema, porém, não autoriza a rendição diante dele. Exige, ao contrário, encarar de frente a história, a estrutura e as escolhas institucionais que nos trouxeram até aqui, e construir, a partir desse diagnóstico honesto, uma agenda de reformas que ainda não conseguimos completar. Veja mais NA COLUNA OPINIÃO
[OPINIÃO] Por que parece não haver caminho? Estado, corrupção e as reformas que ainda nos faltam

16/05/2026 14:08

A frustração de quem observa o Brasil tem razão de ser. A corrupção atravessa direita, centro e esquerda, e não é fenômeno recente nem episódio passageiro. Quem afirma o contrário insulta a inteligência do brasileiro comum, que paga a conta há gerações. Reconhecer a profundidade do problema, porém, não autoriza a rendição diante dele. Exige, ao contrário, encarar de frente a história, a estrutura e as escolhas institucionais que nos trouxeram até aqui, e construir, a partir desse diagnóstico honesto, uma agenda de reformas que ainda não conseguimos completar. Veja mais NA COLUNA OPINIÃO

  Sem agências, muitos setores estratégicos teriam sido simplesmente transferidos ao mercado sem capacidade estatal equivalente para regular contratos, fiscalizar obrigações, arbitrar conflitos, sancionar abusos e assegurar continuidade dos serviços. A existência das agências não eliminou problemas, mas impediu um vazio regulatório ainda pior.
[COLUNA OPINIÃO] Agências reguladoras são essenciais ao Estado Brasileiro

11/05/2026 11:06

Sem agências, muitos setores estratégicos teriam sido simplesmente transferidos ao mercado sem capacidade estatal equivalente para regular contratos, fiscalizar obrigações, arbitrar conflitos, sancionar abusos e assegurar continuidade dos serviços. A existência das agências não eliminou problemas, mas impediu um vazio regulatório ainda pior.

  O próprio CNPE deveria passar por atualização semelhante. Sua composição atual segue concentrada no Executivo federal, ainda que inclua representantes externos. O Ministério de Minas e Energia lista, entre seus membros efetivos, uma ampla relação de ministros, além de representantes da sociedade civil, academia, estados e do setor energético. A questão não é apenas quem está formalmente previsto, mas quem participa, como decide, com que informação, com que antecedência e com que prestação de contas.  O Brasil precisa de conselhos fortes. Mas força institucional não é concentração opaca de poder. É capacidade de produzir decisões legítimas, técnicas, transparentes e politicamente responsáveis.
[COLUNA OPINIÃO] Conselhos não podem virar carimbos ministeriais

08/05/2026 18:43

O próprio CNPE deveria passar por atualização semelhante. Sua composição atual segue concentrada no Executivo federal, ainda que inclua representantes externos. O Ministério de Minas e Energia lista, entre seus membros efetivos, uma ampla relação de ministros, além de representantes da sociedade civil, academia, estados e do setor energético. A questão não é apenas quem está formalmente previsto, mas quem participa, como decide, com que informação, com que antecedência e com que prestação de contas. O Brasil precisa de conselhos fortes. Mas força institucional não é concentração opaca de poder. É capacidade de produzir decisões legítimas, técnicas, transparentes e politicamente responsáveis.

  A ideia de um conselho para minerais críticos é correta. Lítio, grafita, níquel, cobre, terras raras, nióbio e outros minerais associados à transição energética, à economia digital, à indústria de defesa, à agricultura de precisão e à eletromobilidade não podem ser tratados apenas como bens minerários comuns. São recursos estratégicos. Exigem visão de Estado, coordenação interministerial, diplomacia econômica, política industrial, financiamento, ciência, tecnologia e integração com estados, universidades e setor privado.
[OPINIÃO] Conselhos não podem virar atalhos contra agências reguladoras

06/05/2026 18:45

A ideia de um conselho para minerais críticos é correta. Lítio, grafita, níquel, cobre, terras raras, nióbio e outros minerais associados à transição energética, à economia digital, à indústria de defesa, à agricultura de precisão e à eletromobilidade não podem ser tratados apenas como bens minerários comuns. São recursos estratégicos. Exigem visão de Estado, coordenação interministerial, diplomacia econômica, política industrial, financiamento, ciência, tecnologia e integração com estados, universidades e setor privado.

  O mercado privado resolveu o problema? A nosso ver, resolveu o problema estratégico dos Estados Unidos. O Brasil, dono da base geológica, ficou na posição de fornecedor de território, minério e licença ambiental. Não é uma tragédia isolada, nem cabe demonizar a empresa compradora ou os vendedores. A operação é legítima, sofisticada e coerente com os interesses de quem a estruturou. O problema é outro: o Brasil ainda não dispõe de um instrumento empresarial equivalente para defender, coordenar e capturar valor em cadeias minerais críticas. Mais, na COLUNA OPINIÃO
[OPINIÃO] Terras raras: o Brasil precisa de uma estatal moderna, não de improviso

05/05/2026 18:57

O mercado privado resolveu o problema? A nosso ver, resolveu o problema estratégico dos Estados Unidos. O Brasil, dono da base geológica, ficou na posição de fornecedor de território, minério e licença ambiental. Não é uma tragédia isolada, nem cabe demonizar a empresa compradora ou os vendedores. A operação é legítima, sofisticada e coerente com os interesses de quem a estruturou. O problema é outro: o Brasil ainda não dispõe de um instrumento empresarial equivalente para defender, coordenar e capturar valor em cadeias minerais críticas. Mais, na COLUNA OPINIÃO


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