15 FEV 2026 | ATUALIZADO 15:04

OPINIÃO

  “Ainda que não tenha havido vazamento de petróleo e que a quantidade envolvida não configure, por si só, um desastre ambiental, o episódio é grave pelo seu significado simbólico, institucional e estrutural.  Trata-se de um poço localizado em uma área sensível, cujo licenciamento foi longo, rigoroso e amplamente debatido na sociedade. Esse episódio também expõe algo que vai além do incidente em si: um processo de erosão gradual da capacidade técnica própria da Petrobras, especialmente em engenharia, pesquisa e operação. É importante registrar que, em 2023 e 2024, iniciamos lá uma tentativa consciente de reverter essa trajetória, escreveu Jean Paul Prates, ex-presidente da Petrobras
[OPINIÃO] O incidente na Foz do Amazonas e o que ele realmente revela sobre a Petrobras

09/01/2026 08:50

“Ainda que não tenha havido vazamento de petróleo e que a quantidade envolvida não configure, por si só, um desastre ambiental, o episódio é grave pelo seu significado simbólico, institucional e estrutural. Trata-se de um poço localizado em uma área sensível, cujo licenciamento foi longo, rigoroso e amplamente debatido na sociedade. Esse episódio também expõe algo que vai além do incidente em si: um processo de erosão gradual da capacidade técnica própria da Petrobras, especialmente em engenharia, pesquisa e operação. É importante registrar que, em 2023 e 2024, iniciamos lá uma tentativa consciente de reverter essa trajetória, escreveu Jean Paul Prates, ex-presidente da Petrobras

  A intervenção recente na Venezuela é um desses casos. O debate público foi rapidamente capturado por slogans conhecidos, defesa da democracia, combate ao narcotráfico, libertação de um povo oprimido. Nada disso é novo. O que é novo, e perigoso, é o precedente que se consolida por trás dessa narrativa. O governo de Nicolás Maduro era autoritário. As eleições foram amplamente questionadas. Portanto, não há aqui qualquer tentativa de reabilitar um regime ou minimizar o sofrimento do povo venezuelano. A pergunta relevante é outra. Por que agora, por que desse modo e com quais objetivos reais. VEJA MAIS na coluna OPINIÃO, com Jean Paul Prates
[OPINIÃO] Venezuela: quando a retórica moral esconde o poder real

04/01/2026 11:44

A intervenção recente na Venezuela é um desses casos. O debate público foi rapidamente capturado por slogans conhecidos, defesa da democracia, combate ao narcotráfico, libertação de um povo oprimido. Nada disso é novo. O que é novo, e perigoso, é o precedente que se consolida por trás dessa narrativa. O governo de Nicolás Maduro era autoritário. As eleições foram amplamente questionadas. Portanto, não há aqui qualquer tentativa de reabilitar um regime ou minimizar o sofrimento do povo venezuelano. A pergunta relevante é outra. Por que agora, por que desse modo e com quais objetivos reais. VEJA MAIS na coluna OPINIÃO, com Jean Paul Prates

  Nicolás Maduro não é uma figura consensual, nem mesmo entre setores da esquerda latino-americana. Há críticas legítimas ao seu governo, à condução econômica, às instituições e ao processo político venezuelano. Nada disso, porém, autoriza automaticamente uma intervenção militar externa.  Criticar os métodos não significa defender governos. Significa defender princípios mínimos de previsibilidade internacional. Quando esses princípios são rompidos, todos os países médios e pequenos passam a viver em ambiente de maior insegurança.
[OPINIÃO] Quando a força substitui o direito: Venezuela, precedentes perigosos e os riscos para o Brasil

03/01/2026 13:16

Nicolás Maduro não é uma figura consensual, nem mesmo entre setores da esquerda latino-americana. Há críticas legítimas ao seu governo, à condução econômica, às instituições e ao processo político venezuelano. Nada disso, porém, autoriza automaticamente uma intervenção militar externa. Criticar os métodos não significa defender governos. Significa defender princípios mínimos de previsibilidade internacional. Quando esses princípios são rompidos, todos os países médios e pequenos passam a viver em ambiente de maior insegurança.

  O caso de Serra do Mel é emblemático. Ali, ações judiciais de grande vulto pleiteiam a criação de fundos indenizatórios milionários, cuja gestão e distribuição ficariam sob responsabilidade de escritórios de advocacia que receberiam percentuais expressivos, tanto sobre eventual sucumbência quanto sobre os próprios recursos administrados. Tudo isso ocorre à revelia da vontade manifesta da ampla maioria dos colonos, que não se reconhecem como vítimas e veem na atividade eólica uma fonte legítima de renda, estabilidade e permanência no território. Mais, na coluna Opinião.
[OPINIÃO] Crítica responsável ou oportunismo contra a energia limpa no Nordeste?

27/12/2025 15:38

O caso de Serra do Mel é emblemático. Ali, ações judiciais de grande vulto pleiteiam a criação de fundos indenizatórios milionários, cuja gestão e distribuição ficariam sob responsabilidade de escritórios de advocacia que receberiam percentuais expressivos, tanto sobre eventual sucumbência quanto sobre os próprios recursos administrados. Tudo isso ocorre à revelia da vontade manifesta da ampla maioria dos colonos, que não se reconhecem como vítimas e veem na atividade eólica uma fonte legítima de renda, estabilidade e permanência no território. Mais, na coluna Opinião.

  Os sinais emitidos pelo Brasil nas últimas semanas, tanto na COP quanto na condução de sua política energética interna, revelam uma encruzilhada estratégica. Ou seguimos insistindo em uma espécie de monocultura energética, guiada quase exclusivamente pelos interesses do agronegócio, ou finalmente abraçamos uma integração inteligente das nossas diversas e abundantes fontes, reconhecendo a vocação de cada território do país.
[OPINIÃO] Monocultura energética ou integração inteligente?

16/11/2025 16:08

Os sinais emitidos pelo Brasil nas últimas semanas, tanto na COP quanto na condução de sua política energética interna, revelam uma encruzilhada estratégica. Ou seguimos insistindo em uma espécie de monocultura energética, guiada quase exclusivamente pelos interesses do agronegócio, ou finalmente abraçamos uma integração inteligente das nossas diversas e abundantes fontes, reconhecendo a vocação de cada território do país.


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