22 OUT 2026 | ATUALIZADO 10:03
POLÍCIA
22/10/2026 10:03
Atualizado
22/10/2026 10:03

Falso advogado engana Helena Maria e zera poupança de tratamento contra o câncer

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Criminosos clonam dados de processos judiciais para enganar vítimas vulneráveis e exigem depósitos imediatos sob pretexto de liberar indenizações inexistentes; em Fortaleza, idosa perdeu R$ 23,2 mil reservados para exames urgentes e cirurgias contra metástase.
Imagem 1 -  Criminosos clonam dados de processos judiciais para enganar vítimas vulneráveis e exigem depósitos imediatos sob pretexto de liberar indenizações inexistentes; em Fortaleza, idosa perdeu R$ 23,2 mil reservados para exames urgentes e cirurgias contra metástase.
Criminosos clonam dados de processos judiciais para enganar vítimas vulneráveis e exigem depósitos imediatos sob pretexto de liberar indenizações inexistentes; em Fortaleza, idosa perdeu R$ 23,2 mil reservados para exames urgentes e cirurgias contra metástase.
Foto: Isaias Fernandes/ Mossoró Urgente

Um novo tipo de estelionato que clona dados de processos públicos tem feito vítimas em momentos de extrema vulnerabilidade financeira e de saúde. O chamado "golpe do falso advogado" fez como vítima a paciente oncológica Helena Maria, que perdeu R$ 23,2 mil — todo o dinheiro que havia reservado para o tratamento de um câncer agressivo.

O crime ocorreu no momento em que ela saía de uma consulta médica para agendar exames preparatórios para sua sessão semanal de quimioterapia. "O advogado ligou dizendo que a gente tinha ganhado uma causa na Justiça. Fiquei muito contente, disse até: 'Doutor, é uma missão, graças a Deus, o senhor sabe que eu preciso'. Ele respondeu: 'Graças a Deus, Helena'. Só que eu não estava falando com ele, estava falando com o falso advogado", relata.

Pelo telefone, os criminosos utilizaram informações reais sobre processos da vítima para dar veracidade à abordagem. Sob o pretexto de liberar os valores da suposta vitória judicial, exigiram transferências imediatas para o pagamento de falsas taxas e custas contratuais.

Ao todo, os golpistas limparam R$ 16 mil da conta poupança de Helena e ainda realizaram transações que somam R$ 7.200 em seu cartão de crédito. O prejuízo desestruturou o orçamento da família, que já enfrentava dificuldades.

O montante levado pela quadrilha seria utilizado para cobrir exames de alta complexidade que o Sistema Único de Saúde (SUS) demora a liberar, como ressonâncias magnéticas e tomografias de urgência.

"O câncer já é uma doença tão tirana, e você ainda passa por uma situação dessas na fragilidade em que estou. Eu agora vou ter que pagar uma conta que eu não fiz, de R$ 7.200, e o dinheiro do tratamento se foi. Agora a gente não sabe nem o que fazer", desabafa a paciente.

Mesmo diante do impacto financeiro e emocional, a vítima evita guardar rancor e faz um apelo público para que os criminosos cessem a prática. "Peço que eles não façam mais isso com ninguém. Quem sabe se não fizeram com mais pessoas que estavam doentes de câncer? Que Jesus toque no coração deles e eles parem de fazer essas maldades com o ser humano, principalmente com quem está doente, porque é muito triste."


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