09 OUT 2026 | ATUALIZADO 10:39
NACIONAL
Por: André Richter - Repórter da Agência Brasil
09/10/2026 09:47
Atualizado
09/10/2026 11:08

Moraes determina prisão de Eduardo Bolsonaro após condenação definitiva pelo STF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a expedição de mandado de prisão e o cancelamento dos passaportes do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, após o trânsito em julgado de sua condenação a quatro anos e dois meses por coação no curso do processo. A Corte considerou provado que ele articulou sanções dos Estados Unidos contra ministros do STF para tentar livrar o pai, Jair Bolsonaro, de investigações sobre uma trama golpista.
Imagem 1 -  O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a expedição de mandado de prisão e o cancelamento dos passaportes do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, após o trânsito em julgado de sua condenação a quatro anos e dois meses por coação no curso do processo. A Corte considerou provado que ele articulou sanções dos Estados Unidos contra ministros do STF para tentar livrar o pai, Jair Bolsonaro, de investigações sobre uma trama golpista.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a expedição de mandado de prisão e o cancelamento dos passaportes do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, após o trânsito em julgado de sua condenação a quatro anos e dois meses por coação no curso do processo. A Corte considerou provado que ele articulou sanções dos Estados Unidos contra ministros do STF para tentar livrar o pai, Jair Bolsonaro, de investigações sobre uma trama golpista.
Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.  

A medida foi determinada após o ministro mandar executar a condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A pena foi definida no processo que trata do tarifaço do governo de Donald Trump contra as exportações brasileiras. Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do ex-parlamentar.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver no exterior. O ex-deputado é aliado de Trump, e um eventual pedido de extradição dificilmente será cumprido pelo governo norte-americano.

Ao determinar as medidas, Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal em que Eduardo foi condenado pelo STF, ou seja, o fim da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo rejeitou o recurso protocolado pela Defensoria Pública da União (DPU) para anular a condenação. O ex-deputado não apresentou defesa particular e foi defendido pelo órgão.

Em junho deste ano, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Abandono e perda do cargo de escrivão 

Em setembro deste ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição de 21 de setembro do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

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