
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte concluiu, nesta quinta-feira (8), o inquérito policial que investigava a conduta de um conselheiro tutelar de 28 anos no interior do estado. O homem foi indiciado pelos crimes de falsidade ideológica e denunciação caluniosa na forma tentada, após ser acusado de utilizar a própria estrutura do órgão público para perseguir uma adolescente e sua família.
A identidade do suspeito é preservada pela polícia durante as investigações, em cumprimento à Lei de Abuso de Autoridade, que veda a divulgação de nomes e fotos de investigados antes do trânsito em julgado.
Segundo as investigações, o homem criou um perfil falso em uma rede social, utilizando o nome de uma terceira pessoa, para enviar uma denúncia inverídica à página oficial do Conselho Tutelar em que atuava.
Diante dos indícios coletados, a Polícia Civil representou pelo afastamento cautelar do conselheiro de suas funções públicas e pela adoção de medidas protetivas de urgência em favor da adolescente. Os pedidos receberam parecer favorável do Ministério Público e foram deferidos pelo Poder Judiciário.
Com o encerramento das diligências, o caso foi encaminhado à Justiça para o início da ação penal. A polícia informou ainda que surgiram novos relatos apontando condutas semelhantes que teriam sido praticadas pelo investigado. Os novos casos serão analisados em investigações paralelas.
As autoridades locais reforçam que qualquer informação que ajude a esclarecer a conduta do suspeito pode ser repassada de forma anônima e sigilosa por meio do Disque Denúncia, no telefone 181.