
O Tribunal do Júri Popular se reúne nesta quarta-feira, dia 9 de setembro de 2026, no Fórum Municipal de Mossoró-RN para julgar Caio Max dos Santos, o Tio Patinhas, de 27 anos, e Anderson Skleiffon Góis de Sousa, conhecido por Neguin, de 31 anos, acusados de matarem Leonardo Batista da Silva (a época com 28 anos), no dia 31 de março de 2024, na comunidade do Iraque, no bairro Nordeste, na cidade de Areia Branca-RN.
O caso foi investigado e elucidado pelo delgado Rafael Laboisière.
Segundo a autoridade policial detalhou no relatório enviado à justiça, “os acusados pertenceriam à organização criminosa denominada ‘Sindicato do Crime’, enquanto a vítima seria do ‘PCC’. No caso, o SDC matou o membro do PCC para assumir o comando no tráfico de drogas e outros delitos na comunidade conhecida por Iraque, em Areia Branca.
“A investigação aponta que os investigados, diretamente ou indiretamente, teriam participado do homicídio que teve como vítima Leonardo Batista, bem como os representados seriam membros desta organização criminosa classificada pela polícia violenta.
“No ponto, foi destacado o quanto aos réus, o seguinte:
1) TIAGO CESAR BEZERRA DA SILVA - os indícios apontam para o fato de que o investigado teria participado do homicídio de Leonardo Batista Silva de Souza como mentor, bem como exerceria a posição de liderança no SDC-RN
2) EDSON LUIZ LOPES DA SILVA JUNIOR – além de ser membro da Orcrim, seria coautor do crime de homicídio;
3) CAIO MAX DOS SANTOS, a investigação aponta que o representado exerceria a função de geral e frente na orcrim, bem como seria um dos coautores do crime de homicídios;
4) KELISSON RODRIGUES EDUVIRGENS DOS SANTOS, segundo a autoridade policial, o investigado pertenceria a organização criminosa sindicato do RN e seria um dos executores da vítima de homicídio;
5) ANDERSON SKLEIFFON GOIS DE SOUZA, os indícios apontam para sua participação no homicídio, bem como seria na posição hierárquica da Orcrim “geral” ou “frente”.
No caso, vão a júri popular a partir das 9 horas desta quarta-feira, 9, no Fórum Municipal de Mossoró, Caio Max dos Santos e Anderson Skleiffon Góis de Sousa, em sessão presidida pelo juiz José Ronivon Beija-Mim de Lima.
O relatório do crime
Após aberto os trabalhos, o juiz presidente José Ronivon Beija-Mim de Lima, faz o sorteio dos sente membros da sociedade mossoroense que vão decidir pela culpa ou inocência dos dois réus. Em seguida, passa a ouvir as testemunhas arroladas durante as investigações e na instrução do processo. Por fim, será interrogado os réus Caio e Anderson.
O promotor de Justiça Fábio Souza Carvalho de Melo vai atuar na acusação e na defesa os advogados Gilvan Lira Pereira e Rodrigo de Oliveira Carvalho. Após concluir os debates, o Conselho de Sentença decide pela condenação ou absolvição dos réus. O resultado do julgamento deve ser anunciado em plenário pelo juiz presidente. Seja qual for o resultado, cabe recurso das partes num prazo máximo de 5 dias.