
Uma operação conjunta entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Vigilância Sanitária resultou na apreensão de 812,5 quilos de lagosta transportados irregularmente no Rio Grande do Norte. A interceptação ocorreu no final da manhã deste domingo (19), no quilômetro 57 da BR-304, no município de Mossoró, segunda maior cidade do estado.
A carga de crustáceos estava no baú de um caminhão, de cor branca, conduzido por um homem de 41 anos. Segundo a polícia, o transporte do produto de origem animal violava as normas sanitárias vigentes. Toda a mercadoria foi encaminhada aos órgãos municipais para a aplicação de medidas administrativas e criminais.
A ação faz parte da Operação Apolo, uma força-tarefa local voltada ao combate do comércio de alimentos clandestinos. De acordo com Allany Medeiros, diretora do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) de Mossoró, o flagrante seguiu critérios técnicos rigorosos. "Fomos contatados para esse quesito do produto de origem animal e vegetal sem registro na inspeção oficial. Na apreensão da lagosta, desses 800 quilos, apenas 30 foram apreendidos por estar sendo transportado de forma irregular conforme a legislação", explicou a diretora.
Após a lavratura do auto de infração e do termo de apreensão, os crustáceos foram inutilizados e descartados no aterro sanitário de Mossoró, conforme determina a legislação municipal para produtos sem certificação de órgãos oficiais.
Riscos à saúde e carne clandestina
A fiscalização na região oeste potiguar tem sido intensificada nos últimos dias. Ainda no âmbito da Operação Apolo, os fiscais já haviam apreendido cerca de 200 quilos de carne produzida de forma clandestina e sem registro na última quinta-feira. Assim como a lagosta, a carne também foi descartada.
A direção do Serviço de Inspeção Municipal defendeu o descarte imediato dos alimentos interceptados como medida de segurança pública, rechaçando a possibilidade de doação das cargas. "Esse alimento que é produzido de forma clandestina está impróprio para consumo pelo fato de não ter o registro, justamente. Então não tem sentido o Serviço de Inspeção fazer a apreensão e dar outra destinação que não seja o descarte no aterro sanitário", afirmou Allany Medeiros.
As autoridades alertam que o consumo de produtos animais ou vegetais sem o devido selo de inspeção representa um grave perigo à população. "O risco é colocar em risco a própria saúde por uma série de doenças que podem ser veiculadas através do consumo irregular desses alimentos", concluiu a diretora.