A Prefeitura de Mossoró (RN) inaugurou nesta quarta-feira (1º) a sede própria do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II – Antônio Herculano Soares de Oliveira), localizada no bairro Nova Betânia. O novo equipamento representa um marco na reestruturação da rede de saúde mental do município, que historicamente dependia de imóveis locados para manter os atendimentos especializados de sua competência.
O prefeito do município, Marcos Medeiros, destacou o impacto social da obra na redução da marginalização de pacientes psiquiátricos. “Esse equipamento representa a inclusão. Pois não existe inclusão sem realmente ter atos efetivos que incluam de fato essas pessoas invisibilizadas. A gente tem procurado ao longo da nossa gestão trazer à luz para essas pessoas, mais espaços”, afirmou o chefe do Executivo local.
Com uma área construída de 762,30 metros quadrados, a estrutura recebeu um investimento total superior a R$ 2,3 milhões. A inauguração integra um pacote mais amplo de investimentos em assistência social e saúde pública na região, que prevê a entrega definitiva de quatro unidades voltadas ao atendimento psicossocial, consolidando a transição dos antigos prédios alugados para sedes próprias adaptadas.
O prédio foi planejado para expandir a capacidade de acolhimento e garantir fluxos de atendimento mais dinâmicos. A estrutura conta com recepção, três salas de atendimento individualizado, duas salas de atividades coletivas, dois quartos coletivos com banheiros acessíveis, além de farmácia própria, salas de medicação e enfermagem, refeitório e áreas de convivência interna e externa.
A articulação política para o financiamento de projetos estruturais na saúde do município também foi ressaltada pelas lideranças presentes na solenidade. A senadora Zenaide Maia enfatizou que a destinação de verbas públicas para o setor deve ser tratada como prioridade fiscal e humanitária.
“Inclusão é incluir no orçamento. É ter a certeza que num país onde quase um quarto da população tem algum tipo de transtorno ou deficiência, se esse país não incluir, quem vai fazer isso? Então, o que eu vejo em Mossoró é partindo da teoria para a prática, honrando as pessoas com deficiência, colocando-as no orçamento”, ponderou a parlamentar.
Do ponto de vista operacional, a nova sede busca alinhar as rotinas de atendimento ambulatorial às exigências técnicas federais e à demanda diária da comunidade local. A diretora do CAPS II, Jamile Aguiar, reforçou o papel transformador da nova estrutura física no cotidiano dos pacientes assistidos.
“A unidade vai funcionar de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde. Funcionando nos dois horários, de segunda a sexta. É um equipamento de suma importância para os nossos usuários, ele realmente é algo transformador de vidas”, explicou a diretora da unidade.
Por fim, a Secretaria Municipal de Saúde apontou que a entrega da sede própria representa uma reparação histórica nos direitos de cidadania dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A titular da pasta, Morgana Dantas, avaliou que o ambiente acessível fortalece a autonomia individual.
“Essa unidade CAPS vem tratar de pessoas que já vêm sofrendo muito dentro da sociedade, então a gente vem com um equipamento que mostra para eles que eles têm os mesmos direitos. Que eles podem participar de tudo que quiserem. É um equipamento totalmente acessível”, concluiu a secretária.