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NACIONAL
Da redação / Com informações da Agência Câmara
25/01/2016 13:27
Atualizado
13/12/2018 18:09

Comissão cobra rapidez nas obras de transposição do rio São Francisco

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A previsão do Ministério da Integração Nacional é que as obras sejam concluídas entre o fim deste ano e o primeiro trimestre de 2017. Relator da comissão defende medidas emergenciais.
Imagem 1 -  Comissão cobra rapidez nas obras de transposição do rio São Francisco
Record Nordeste

Pode parecer contrassenso falar de crise hídrica em pleno período de chuva na maior parte do País, mas a comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha os projetos de revitalização do rio São Francisco e sua integração com outras bacias hidrográficas do Nordeste tem motivos suficientes para não deixar o assunto em segundo plano.

A previsão do Ministério da Integração Nacional é que as obras sejam concluídas entre o fim deste ano e o primeiro trimestre de 2017. Para o relator da comissão da Câmara que analisa o tema, deputado Rômulo Gouveia (PSD-PB), é preciso mais atenção do Parlamento à crise hídrica no Nordeste. Ele também defende medidas emergenciais enquanto a obra de transposição estiver em andamento.

O colegiado começou a funcionar em fevereiro de 2015, fez visitas técnicas às obras e realizou três seminários regionais: em Pirapora (MG), Mossoró (RN) e Juazeiro do Norte (CE). Tanto nos seminários regionais quanto nas audiências públicas, na Câmara, foram ouvidos ambientalistas, pesquisadores, autoridades dos ministérios da Integração Nacional e das Cidades, além de representantes da sociedade civil e dos governos estaduais e municipais.

Para o relator da comissão externa, deputado Rômulo Gouveia (PSD-PB), é preciso que a vigilância do Parlamento se intensifique. "A crise hídrica é muito grave. Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará sofrem muito. Para se ter uma ideia, na Paraíba, o manancial de São Gonçalo, em Sousa, está com 3% [de capacidade]; o Coremas Mãe-D"Água e o Epitácio Pessoa, em Boqueirão, que abastecem a região da grande Campina, estão com 13% de capacidade. E uma obra estruturante, importante e até definitiva para minimizar essa situação é a transposição", disse o deputado.

Na última visita técnica da comissão externa – realizada em novembro, na cidade pernambucana de Salgueiro –, o secretário de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional, Osvaldo Garcia, previu a conclusão das obras entre o fim deste ano e o primeiro trimestre de 2017.

Medidas emergenciais
Enquanto a obra de transposição não é concluída, Rômulo Gouveia defende outras medidas emergenciais para ajudar o nordestino a enfrentar a estiagem.

"A obra teve uma interrupção, mas foi retomada. Estamos com 81% de sua execução. Ela não foi contingenciada. Fiz uma audiência pública na Comissão de Mudanças Climáticas para que se crie o terceiro turno da transposição: a perfuração de poços onde há condições, a dessalinização de poços com água salobra, mas também adutoras de engate e atividades emergenciais. Já vamos para o quinto ano de seca", afirmou.

A comissão externa que acompanha as obras de transposição do rio São Francisco é composta por 15 parlamentares, sob a presidência do deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE). O prazo para o encerramento dos trabalhos ainda não foi definido e haverá um relatório final das atividades do colegiado.

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