
Duas atitudes, duas mensagens. Na sabatina promovida pela TCM em Mossoró, Allyson Bezerra foi ao estúdio e respondeu presencialmente aos jornalistas que o sabatinaram. Álvaro Dias não foi. Participou de forma remota, se escondendo por trás de uma tela. A diferença entre os dois gestos diz mais sobre a corrida ao Governo do RN do que qualquer discurso de campanha.
Presença é decisão política, mas também é termômetro de ânimo. Quando um candidato escolhe participar só por vídeo numa sabatina na segunda maior cidade do estado, ele não está apenas fazendo logística. Está mostrando que algo mudou por dentro da campanha. Álvaro Dias chega a esse momento cercado por sinais de desmoronamento, com prefeitos do próprio PL, Ricardo Brito (Pureza) e Gustavo Santos (Nisia Floresta) abandonando o barco e migrando para o palanque de Allyson Bezerra.
Não é coincidência. É medo. A força que Allyson vem demonstrando nas últimas semanas parece ter tirado o chão de Álvaro, e o resultado apareceu em Mossoró. Um candidato que se acovarda, que evita o confronto direto justamente quando mais precisaria mostrar firmeza, é um candidato que já sente a derrota se aproximando. A opção pela via remota não foi escolha estratégica. Foi recuo.
Allyson, do outro lado, colheu o benefício natural de quem não treme. Foi, sentou, encarou os questionamentos, ocupou o espaço que Álvaro abriu mão de ocupar por insegurança. Enquanto um candidato caminha por Mossoró com a cabeça erguida, o outro assiste, à distância e por trás de uma tela, sua vantagem escorrer pelos dedos.