11 JUN 2026 | ATUALIZADO 11:55
POLÍCIA
Por: Ayrton Silva
11/06/2026 11:34
Atualizado
11/06/2026 11:42

Laudo aponta que bebê encontrada no canal do Rio Doce, em Mossoró-RN, nasceu morta

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Laudo da Polícia Científica descarta a tese de infanticídio ou aborto devido à ausência de lesões intrauterinas. A gestação estava no período correto e o corpo apresentava condições biológicas ideais para o parto, entretanto, a bebê nasceu sem vida. A polícia busca localizar a mãe para esclarecer por que o corpo foi ocultado. Qualquer informação que possa esclarecer o caso, pode ser passada para 181.
Imagem 1 -  Laudo da Polícia Científica descarta a tese de infanticídio ou aborto devido à ausência de lesões intrauterinas. A gestação estava no período correto e o corpo apresentava condições biológicas ideais para o parto, entretanto, a bebê nasceu sem vida. A polícia busca localizar a mãe para esclarecer por que o corpo foi ocultado. Qualquer informação que possa esclarecer o caso, pode ser passada para 181.
Laudo da Polícia Científica descarta a tese de infanticídio ou aborto devido à ausência de lesões intrauterinas. A gestação estava no período correto e o corpo apresentava condições biológicas ideais para o parto, entretanto, a bebê nasceu sem vida. A polícia busca localizar a mãe para esclarecer por que o corpo foi ocultado. Qualquer informação que possa esclarecer o caso, pode ser passada para 181.
Foto: Pedro Cezar

A Polícia Científica do Rio Grande do Norte concluiu os exames patológicos no corpo de uma recém-nascida encontrado em fevereiro deste ano em Mossoró, na região Oeste do estado. De acordo com os laudos periciais divulgados nesta quinta-feira (11), a principal hipótese da investigação é de que a criança tenha nascido morta.

O resultado definitivo foi concluído cerca de quatro meses após a localização do cadáver. Com base na ausência de lesões intrauterinas e em critérios técnicos da necropsia, a Polícia Civil descartou formalmente as linhas de investigação que apontavam para a prática de infanticídio ou de aborto provocado.

Os exames indicam que a gestação estava em período a termo, estimado entre 37 e 41 semanas. O corpo apresentava as condições biológicas ideais para um parto natural bem-sucedido, o que reforça que a morte ocorreu imediatamente antes ou durante o nascimento.

A investigação ainda tenta determinar as circunstâncias e o local exato onde o parto foi realizado. As autoridades trabalham com duas hipóteses principais: o nascimento ocorreu em ambiente doméstico ou em via pública. A polícia também investiga o perfil social da mãe, apurando se ela vive em situação de rua ou se enfrenta dependência química.

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Mossoró mantém o inquérito aberto. O objetivo atual das diligências é qualificar e localizar a mãe para esclarecer a dinâmica do abandono do cadáver, que foi ocultado dentro de uma sacola plástica preta.

Relembre o caso

O corpo da recém-nascida foi localizado na tarde de 26 de fevereiro de 2026, uma quinta-feira, no bairro Santo Antônio, em Mossoró. O cadáver estava envolto em um saco plástico preto de lixo, abandonado ao lado de uma vala (rio doce) e de um bueiro da região.

Quem encontrou o bebê foi um pintor morador da vizinhança que passava pelo trecho a pé. Inicialmente, o homem relatou ter pensado que o volume dentro do plástico se tratava de uma boneca descartada. Ao se aproximar e constatar que era uma criança sem vida, ele acionou as autoridades locais.

A Polícia Militar isolou a área do bueiro até a chegada da equipe de plantão da DHPP e dos peritos do Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep). Na ocasião do recolhimento, os agentes de segurança apontaram que o corpo não carregava marcas visíveis de violência e estimaram que o descarte havia ocorrido há pelo menos 24 horas. O episódio causou forte comoção e revolta entre os moradores do bairro.

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