14 MAI 2026 | ATUALIZADO 09:36
POLÍCIA
Josemário Alves e Cézar Alves
29/03/2015 20:59
Atualizado
13/12/2018 11:17

Se a gente levantasse a cabeça levava tiros , diz jovem que ficou no fogo cruzado

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Testemunha ocular do confronto disse que estava com nove amigos na Praça do DNER quando os suspeitos chegaram atirando. No meio do fogo cruzado, os jovens deitaram no chão
Imagem 1 -   Se a gente levantasse a cabeça levava tiros , diz jovem que ficou no fogo cruzado
Cedida / Jean Souza

A troca de tiros que resultou na morte de 7 suspeitos de assaltos em Currais Novos, na madrugada deste domingo, 29, poderia ter terminado numa tragédia de grandes proporções. Haviam dez civis (jovens) entre os bandidos e os policiais no momento da troca de tiros.

Após o fogo cruzado intenso, um dos policiais da ocorrência, emocionado, disse ás testemunhas/sobreviventes, que agradecessem muito a Deus por todos terem sobrevivido.

A história dramática foi contada por uma das dez pessoas que estava no local. O áudio divulgado nas redes sociais tem detalhes de como aconteceu o tiroteio. Revela a precisão dos policiais na ação e que agiram no estrito cumprimento do dever.

A testemunha ocular, que não se identifica no áudio, conta que estava conversando com nove amigos praça da Coca Cola quando oito homens teriam se aproximado em dois carros e começado a efetuar vários disparos e que em seguida a polícia começou a atirar.

No meio do fogo cruzado, o grupo de amigos deitou no chão para evitar serem alvejado por balas perdidas. “Estávamos sentados e deitamos no chão” “Eu tirei fotos de um pé de árvore todo cheio de bala. Se a gente levantasse a cabeça, levava tiro”, relatou a testemunha.

Segundo a jovem, o tiroteio cada vez se intensificava. Durante uma pequena pausa, os policiais gritaram ordenando que os jovens corressem para suas residências.

“Quando a gente correu já tinha bem quatro no chão mortos. Eu sei que foi muito tiro”, contou.

Ao todo, o confronto policial deixou sete mortos. Os suspeitos, conforme a polícia, faziam parte de uma quadrilha especializada em explosão de caixa eletrônicos e estavam reunidos e armados para atacar.

Ainda durante o depoimento, a jovem disse que, ao acabar o tiroteio, um dos policiais emocionado chegou a abraçar o grupo de amigos, dizendo que acreditava que ninguém sobreviveria.

“Vocês agradeçam muito a Deus por estarem todo mundo vivo, por que a gente pensava que não ia escapar ninguém aqui”, concluiu a jovem relembrando as palavras emocionadas do policial.

Entrevista coletiva

A Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social convocou a imprensa para se fazer presente às 10h no Ciosp, em Natal, para conceder uma entrevista coletiva sobre a Operação Policial Hefesto, em Currais Novos, na madrugada de domingo, que resultou na morte de 7 assaltantes que estariam espalhando terror nas cidades durante assalto a caixas eletrônicos usando dinamite. O bando estava se preparando para agir.

 

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