
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN), seguindo uma decisão de 2007 do Supremo Tribunal Federal (STF), cassou nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026, o mandato do vereador Cabo Deyvinson (PL). A perda do cargo ocorreu a pedido do MDB, legenda pela qual ele foi eleito em 2024 com 1.766 votos — partido ao qual pertence legalmente o mandato, conforme a legislação de fidelidade partidária.
Após o pleito de 2024, o parlamentar destacou-se na oposição à gestão do então prefeito Allyson Bezerra e em pautas de enfrentamento às facções criminosas. Com essa visibilidade, decidiu viabilizar sua pré-candidatura a deputado federal, mas encontrou resistência na cúpula do MDB.
Diante da negativa, Deyvinson filiou-se ao PL para capitaniar seu projeto político à Câmara dos Deputados. No dia 15 de junho, durante esse intervalo, o vereador sofreu um atentado em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Grande Alto São Manoel, sendo baleado nas pernas em um ataque que resultou na morte do assessor parlamentar Allyson Diego.
Mesmo sem contar com recursos estruturais do PL, o político obteve 100.795 votos na disputa federal, com mais de 50 mil sufrágios concentrados em Mossoró. No entanto, um dia após a votação, o TRE confirmou a cassação de seu mandato na esfera municipal. Antes da medida, o parlamentar havia declarado em discurso na Câmara que contava com o apoio político de Rogério Marinho e Styvenson Valentim.
A defesa de Cabo Deyvinson ainda pode recorrer da decisão, embora as perspectivas de reversão nas instâncias superiores sejam consideradas baixas. Com a notificação oficial do tribunal, o presidente da Câmara Municipal de Mossoró, vereador Genilson Alves, deverá convocar o suplente do MDB, Yan Granjeiro, para assumir a vaga.