
O ex-secretário estadual da Fazenda Cadu Xavier (PT), que adotou o nome de urna Cadu de Lula, confirmou neste domingo (4) a sua ida ao segundo turno na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Estreante em processos eleitorais, o petista obteve 36,16% dos votos válidos, somando 718.300 votos, e enfrentará o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), que liderou a apuração com 36,94%.
Após a consolidação dos dados fornecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a militância e lideranças do partido se reuniram no Ponto Sete, tradicional reduto de comemorações da esquerda na zona sul de Natal. O tom adotado pelo candidato foi de mobilização imediata para a nova etapa da campanha, que ocorrerá em 25 de outubro.
"Chegou a hora da gente pegar essa energia que a gente colocou até agora e duplicar, triplicar. Chegou a hora da decisão! Vamos às ruas, vamos às redes e vamos à vitória", discursou Cadu, buscando injetar fôlego na militância para neutralizar a vantagem de cerca de 15,5 mil votos conquistada por seu oponente direto.
Em seu pronunciamento, o candidato enfatizou o papel da atual governadora do estado, Fátima Bezerra (PT), cuja gestão serviu de vitrine e principal suporte político para impulsionar o nome do ex-secretário, até então pouco conhecido do eleitorado potiguar. Ele relembrou as intensas negociações de bastidores que marcaram o período pré-eleitoral, fazendo alusão à retirada da governadora da corrida para o Senado para pavimentar a composição da chapa de esquerda.
"A gente não pode começar o dia de hoje sem celebrar aquela mulher que tentaram de todas as formas tirar do tabuleiro. Tramaram, combinaram, articularam das formas mais vis possíveis. Mas hoje, o povo do Rio Grande do Norte respondeu", afirmou, celebrando também a eleição de Samanda de Lula (PT) para uma das vagas ao Senado Federal pelo estado.
A estratégia central da campanha petista para a rodada final deve focar na nacionalização do debate regional. Sem cargos eletivos anteriores no currículo, Cadu aposta suas fichas no alinhamento irrestrito com o Palácio do Planalto. “Nós vamos reeleger o presidente Lula e, juntos, eu e vocês, eu vou ser o próximo governador do Rio Grande do Norte”, encerrou, sob aplausos da militância, indicando que a imagem de Luiz Inácio Lula da Silva continuará sendo o principal motor da engrenagem eleitoral no Nordeste.