29 AGO 2026 | ATUALIZADO 21:38
POLÍTICA
Por Cezar Alves
29/08/2026 20:33
Atualizado
29/08/2026 21:35

“O RN vive uma crise profunda, mas tem jeito”, diz Hermano Morais

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O deputado estadual e atual candidato a vice-governador na Coligação Esperança e Futuro — liderada pelo ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra —, Hermano Morais revela um cenário fiscal desolador no Rio Grande do Norte, onde são desembolsados R$ 150 milhões mensais para cobrir o rombo do IPERN, recursos que poderiam estar sendo investidos em infraestrutura. Ele aponta que o atual governo fere a Lei de Responsabilidade Fiscal e deixou a estrutura básica de serviços à população em estado precário. Apesar da calamidade, acredita que há solução. Para tanto, propõe melhorar a educação, reforçar a saúde e a segurança. Para que o estado volte a pagar suas contas, o plano de governo prevê a industrialização de matérias-primas e a exploração do turismo no litoral Norte, com a melhoria da infraestrutura logística.
Imagem 1 -  O deputado estadual e atual candidato a vice-governador na Coligação Esperança e Futuro — liderada pelo ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra —, Hermano Morais revela um cenário fiscal desolador no Rio Grande do Norte, onde são desembolsados R$ 150 milhões mensais para cobrir o rombo do IPERN, recursos que poderiam estar sendo investidos em infraestrutura. Ele aponta que o atual governo fere a Lei de Responsabilidade Fiscal e deixou a estrutura básica de serviços à população em estado precário. Apesar da calamidade, acredita que há solução. Para tanto, propõe melhorar a educação, reforçar a saúde e a segurança. Para que o estado volte a pagar suas contas, o plano de governo prevê a industrialização de matérias-primas e a exploração do turismo no litoral Norte, com a melhoria da infraestrutura logística.
O deputado estadual e atual candidato a vice-governador na Coligação Esperança e Futuro — liderada pelo ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra —, Hermano Morais revela um cenário fiscal desolador no Rio Grande do Norte, onde são desembolsados R$ 150 milhões mensais para cobrir o rombo do IPERN, recursos que poderiam estar sendo investidos em infraestrutura. Ele aponta que o atual governo fere a Lei de Responsabilidade Fiscal e deixou a estrutura básica de serviços à população em estado precário. Apesar da calamidade, acredita que há solução. Para tanto, propõe melhorar a educação, reforçar a saúde e a segurança. Para que o estado volte a pagar suas contas, o plano de governo prevê a industrialização de matérias-primas e a exploração do turismo no litoral Norte, com a melhoria da infraestrutura logística.
Foto: Cezar Alves

Em entrevista exclusiva ao portal Mossoró Hoje, o candidato a vice-governador Hermano Morais (MDB), que integra a coligação (Esperança e Futuro) liderada pelo ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), apontou um quadro administrativo e econômico desafiador no Rio Grande do Norte. O plano de governo apresentado detalha sérios gargalos fiscais, serviços públicos precários e propostas bem fundamentadas para reverter a estagnação do estado por meio do estímulo a suas potencialidades produtivas, turísticas e de apoio aos pequenos e também grandes empreendedores.  

Abordando inicialmente o cenário fiscal, o candidato destacou que a gestão da governadora Fátima Bezerra precisa desembolsar R$ 150 milhões mensais para cobrir o rombo no Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (IPERN). Além disso, apontou que o governo desrespeita a Lei de Responsabilidade Fiscal ao destinar 56,4% da arrecadação estadual para a folha de pagamento de pessoal, ultrapassando o limite máximo permitido de 49%. Nesse mesmo contexto de vulnerabilidade fiscal, Morais pontuou que o Rio Grande do Norte encontra-se classificado com a Letra C na Capag (Capacidade de Pagamento), do Ministério da Fazenda, situação que impede o estado de buscar e contrair novos financiamentos federais e internacionais para obras de grande porte.  

No âmbito econômico, Morais ressaltou que o Rio Grande do Norte amarga o pior Produto Interno Bruto (PIB) do país. Enquanto a expectativa de crescimento econômico nacional é de 1,9% e a regional para o Nordeste é de 2,2%, o estado registra uma alta de apenas 0,5%, o que compromete a capacidade de o governo honrar seus compromissos financeiros. Na área social e de emprego, o candidato alertou que o estado lidera o índice nacional de desocupação, atingindo 47% da população em idade ativa, além de contar com cerca de 180 mil jovens entre 15 e 29 anos que não estudam nem trabalham.  

Para combater esse cenário, o candidato destacou que a coligação Esperança e Futuro quer desenvolver uma política firme de apoio ao pequeno produtor, tanto rural quanto urbano, ressaltando que esse segmento é responsável por gerar 94% dos empregos no Rio Grande do Norte.O Plano de Governo alcança também os grandes empreendimentos, que serão atendidos através de parcerias com os municípios e ou até mesmo através do Governo Federal.

A infraestrutura e a logística também foram alvos de críticas. O candidato apontou que as rodovias potiguares estão deterioradas e necessitam de recuperação ou reconstrução, criticando a exclusão do estado do trecho principal da Transnordestina. Para reverter o isolamento produtivo, ele defendeu a busca urgente de apoio político em Brasília e o fortalecimento dos setores portuário e aeroportuário como pilares para impulsionar a industrialização local.  

Para superar o atual ambiente hostil aos investimentos, Morais defendeu que é preciso aproveitar as riquezas e vocações naturais do estado como molas impulsionadoras do desenvolvimento. Isso inclui a industrialização e a agregação de valor às matérias-primas — como minério de ferro, calcário, sal e ouro —, além da exploração de energia limpa e da expansão da expressiva produção da fruticultura irrigada, gerando empregos e aumentando a arrecadação estadual. No setor de serviços e lazer, o candidato destacou a importância de valorizar os 400 quilômetros de litoral repletos de belas praias e o forte potencial para o turismo de aventura no Oeste do estado.  

Para viabilizar essas transformações estruturais, a chapa propõe investir na qualificação da mão de obra, em um sistema de ensino eficiente e na reestruturação das instituições de capacitação profissional, contando com parcerias público-privadas. Juntando sua experiência legislativa e administrativa à trajetória de gestão de Allyson Bezerra em Mossoró, Morais assumiu o compromisso de formar uma equipe técnica qualificada e criar uma secretaria estratégica focada conceber projetos para atrair grandes investimentos privados e/ou para captar recursos federais, interiorizando o crescimento econômico em união com os municípios e o Governo Federal.

Para o advogado, servidor aposentado da Caixa, 4 vezes vereador de Natal e 4 vezes deputado estadual, "o Rio Grande do Norte vive uma crise profunda, mas tem jeito". Hermando Morais enfatiza que, para tanto, quer contribui com o seu conhecimento, associado com a coragem e a imensa  disposição de Allyson Bezerra, quem ele afirma que tem a honra de está candidato a vice-governador. "Estamos prontos"!, conclui. 

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