07 JUL 2026 | ATUALIZADO 14:41
POLÍCIA
Por: Ayrton Silva
07/07/2026 13:34
Atualizado
07/07/2026 13:41

"Já se sabe quem foram os mandantes e os executores", diz vereador Cabo Deyvison

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Durante entrevista ao MH, o vereador explicou as investigações do inquérito e à identificação de toda a cadeia do crime pelas autoridades. “O delegado Thiago, da Polícia Civil, está conduzindo o inquérito, ele me pediu pra ter cautela nas declarações, mas já se sabe quem foram os mandantes, quem foram os executores e os modus operantes, mas precisa investigar mais. Tudo ainda está sob sigilo da polícia”, afirmou.
Imagem 1 -  Durante entrevista ao MH, o vereador explicou as investigações do inquérito e à identificação de toda a cadeia do crime pelas autoridades. “O delegado Thiago, da Polícia Civil, está conduzindo o inquérito, ele me pediu pra ter cautela nas declarações, mas já se sabe quem foram os mandantes, quem foram os executores e os modus operantes, mas precisa investigar mais. Tudo ainda está sob sigilo da polícia”, afirmou.
Durante entrevista ao MH, o vereador explicou as investigações do inquérito e à identificação de toda a cadeia do crime pelas autoridades. “O delegado Thiago, da Polícia Civil, está conduzindo o inquérito, ele me pediu pra ter cautela nas declarações, mas já se sabe quem foram os mandantes, quem foram os executores e os modus operantes, mas precisa investigar mais. Tudo ainda está sob sigilo da polícia”, afirmou.
Foto: Claudio Junior

Vinte e dois dias após sofrer um atentado a tiros, o vereador Cabo Deyvison (PL) retomou nesta terça-feira (7) as atividades legislativas na Câmara Municipal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. O parlamentar retornou ao Palácio Rodolfo Fernandes sob forte esquema de segurança e ainda com limitações físicas decorrentes dos ferimentos.

Em entrevista ao Mossoró Hoje, o vereador deu destaque ao avanço das investigações e revelou que as autoridades policiais já identificaram os mentores intelectuais do crime. “O delegado Thiago, da Polícia Civil, está conduzindo o inquérito, ele me pediu pra ter cautela nas declarações, mas já se sabe quem foram os mandantes, quem foram os executores e os modus operantes, mas precisa investigar mais. Tudo ainda está sob sigilo da polícia”, afirmou.

O atentado ocorreu após o parlamentar relatar que vinha sofrendo ameaças de morte recorrentes. As intimidações ganharam força depois que o vereador apagou, por conta própria, a pichação com a sigla de uma organização criminosa nos muros de uma escola pública da cidade.

De acordo com Deyvisson, o avanço da criminalidade no município é coordenado por lideranças detidas no sistema penitenciário. “Hoje o bairro Belo Horizonte foi tomado de dentro do presídio, com a aliança do de um faccionado, que era o 01 da facção de lá, fez com com um faccionado que é oriundo do Ceará”, denunciou o parlamentar.

O retorno ao plenário foi marcado pela mobilidade reduzida do político, que ainda passará por tratamento médico nos próximos meses. “Tenho minhas limitações, houve uma fratura na fíbula e eu preciso esperar o osso colar”, explicou o vereador ao detalhar seu estado de saúde.

O parlamentar também alertou para a sofisticação das atividades criminosas na região, que deixaram de se restringir à periferia. Segundo ele, o crime organizado infiltrou-se na economia formal do município por meio de estruturas comerciais lícitas.

“E tem uma coisa, o problema da insegurança que está ocorrendo em Mossoró atinge todas as camadas sociais, porque o dinheiro que é lucrado com o tráfico de drogas, é lavado numa empresa aqui no centro e essa empresa vai concorrer com um empresário de forma desleal, e quem perde é o empresário”, declarou Deyvisson.

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte informou que as diligências continuam em andamento e que detalhes não serão divulgados para não comprometer o desfecho do caso.

Atentado

O atentado contra o vereador Cabo Deyvison ocorreu na noite de 15 de junho, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel, em Mossoró (RN). O parlamentar realizava uma transmissão ao vivo em suas redes sociais para acompanhar o atendimento de uma criança quando ocupantes de um veículo blindado modelo Corolla passaram efetuando dezenas de disparos de arma de fogo de grosso calibre, incluindo fuzil.

Os projéteis atingiram gravemente o assessor e cinegrafista Alyson Dyego de Oliveira Morais, que operava a gravação e foi baleado na cabeça, vindo a morrer no hospital. O vereador foi atingido por dois disparos nas pernas, permanecendo com uma bala alojada na região da fíbula. O veículo utilizado pelos executores do crime organizado foi abandonado logo em seguida em uma área de mata fechada da região.

Prisão de suspeitos:

Menos de 24 horas após o ataque, uma operação conjunta entre as polícias militares do Rio Grande do Norte e do Ceará resultou na captura dos dois primeiros suspeitos. A interceptação ocorreu na rodovia estadual CE-040, no município de Beberibe (CE), localizado a cerca de 160 quilômetros de Mossoró. 

A dupla trafegava em um táxi em direção a Fortaleza quando foi bloqueada por equipes do Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (RAIO/PMCE), que contaram com apoio aéreo na ação. 

Segundo informações da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), os homens — identificados como José Antônio da Costa e Vinicius Gabriel da Silva Freitas — confessaram participação direta no crime logo após a abordagem. 

Na sequência da ofensiva policial, que cumpriu mandados de busca e apreensão nos dois estados, as forças de segurança encontraram um fuzil calibre 5.56 e uma pistola enterrados na comunidade da Maísa, área de divisa interestadual. Ao todo, seis pessoas foram detidas nos dias subsequentes ao atentado para averiguação da logística e execução do plano criminoso.

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