A Polícia Rodoviária Federal (PRF), em uma força-tarefa com a Prefeitura de Mossoró, realiza a "Operação Boiadeiro" com o objetivo de retirar animais soltos das rodovias que cortam a região. A iniciativa busca reduzir drasticamente os riscos de acidentes de trânsito e proteger a vida de motoristas, motociclistas e dos próprios animais.
O inspetor Santiago, da Polícia Rodoviária Federal, explicou que a ação atua de forma estritamente preventiva. As equipes realizam rondas ostensivas e o recolhimento imediato de cavalos e bois encontrados pastando às margens ou transitando livremente pelas pistas das rodovias federais.
“Um animal solto na rodovia pode transformar uma viagem tranquila em uma tragédia. Em virtude disso, a legislação brasileira responsabiliza o dono desse animal por danos causados a terceiros. Por conta disso, realizamos a Operação Boiadeiro, que consiste no recolhimento desses animais. Sabemos que uma colisão com animais nas rodovias pode trazer consequências gravíssimas e até mesmo a morte de condutores”, relata o inspetor.
Nos últimos meses, inúmeros acidentes foram registrados nas rodovias que ligam a Mossoró, causados por animais na pista, confira:
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De acordo com os dados da PRF, o risco se intensifica durante a noite e em trechos de pouca visibilidade, momentos em que os condutores têm o tempo de reação reduzido, o que costuma causar colisões com consequências graves e fatais.
“Alertamos aos condutores que, ao perceberem animais nas rodovias, contatem imediatamente o telefone 191. Não realizem freadas bruscas, sinalizem para os demais condutores e não façam manobras evasivas, pois isso pode provocar capotamentos e acidentes mais graves”, orienta.
O trabalho de campo conta com o suporte direto do município de Mossoró, responsável por auxiliar na captura, transporte e destinação adequada dos bichos apreendidos. Além da desocupação das pistas, o foco da prefeitura e da polícia está na identificação e responsabilização legal dos proprietários que negligenciam a guarda de seus rebanhos.
A Operação Boiadeiro segue por tempo indeterminado e de maneira contínua em todo o território potiguar. A meta das autoridades é reforçar a segurança viária em longo prazo e promover uma ampla conscientização para que os criadores mantenham os animais em cercados seguros, longe do asfalto.
“Os animais recolhidos são enviados para a APA, que é a Associação de Proteção dos Animais, localizada em Apodi. Lá eles permanecem até o dono ser identificado e responsabilizado por eventuais danos. Caso ninguém reclame o animal, ele vai a leilão, e o dinheiro é revertido para a associação”, conclui.