A população do planeta assiste perplexa a mais um ataque direto do Governo dos Estados Unidos à soberania de outro país, com a falsa alegativa de estar defendendo a democracia. Os bombardeios continuam neste domingo, dia 1 de março de 2026, com tendência clara de continuarem por quatro ou cinco semanas, na previsão do presidente Trump, dos EUA, publicada no New Times.
Na verdade, o governo americano, ao tomar o Iraque, a Síria, a Venezuela, o Irã, está tomando o controle das maiores reservas de petróleo do mundo. Isto é dito abertamente.
Inclusive, cabe acrescentar, neste cenário, que antes de serem atacados e destruídos, estes países estatizaram seu petróleo, o que desagradou a grandes empresas americanas.
Com a estatização do seu petróleo, a Venezuela, que lidera em reservas de petróleo em seu subsolo, passou a negociar 80% do seu óleo bruto com os governos russo e chinês, inimigos políticos e adversários comerciais dos EUA.
Ao capturar e manter preso o presidente Nicolas Maduro, o governo Donald Trump declarou abertamente na mídia que assume o controle da maior reserva de petróleo do mundo, mesmo diante dos protestos expressos pelas autoridades de vários outros países.
O mesmo já havia acontecido com o Iraque, a quinta maior reserva de petróleo do mundo, Líbia, que está em nono, e agora com o Irã, que está em quarto lugar. Estes dois países, estatizaram suas reservas e foram alvos da fúria bélica americana.
Para tomar o petróleo, o governo dos Estados Unidos e aliados destrói o país, seus costumes, suas religiões e cultura, matando, de forma cruel, inclusive, milhares de civis e governantes. Falam à nação que os governantes destes países são ditadores corruptos, sanguinários e representam uma ameaça ao povo americano.
Na Líbia, em 2011, o governo americano matou o presidente, classificado como ditador sanguinário, Muammar Kadafi. Até então, a população do país tinha saúde, educação, infraestrutura de boa qualidade, custeada pelo governo.
Passados dez anos da morte de Kadafi, a Líbia saiu do maior IDH da África, com altos padrões de vida e bem-estar social da população, para um país devastado, com forte crise humanitária e constantes pedidos de socorro das organizações internacionais de direitos humanos.
Com Israel, comandado por Benjamin Netanyahu, o governo americano fez um massacre na Palestina e, neste sábado, dia 28, começou o mesmo no Irã. Na Palestina, já foram mortas mais de 72 mil pessoas.
Citando investigação da rede de TV Al Jazeera, o Hora do Povo destacou que foi usado um tipo de arma (bomba termobáricas ou aerossol) que fez “evaporar” 2.842 civis.
Este tipo de arma, proibido internacionalmente, dispersa uma nuvem de combustível no ar, que inflama, elevando rapidamente a temperatura em 3 mil graus Celsius, o que faz evaporar tudo que tem água por perto.
Para se ter uma ideia do efeito, o ponto de ebulição da água é 100 graus Celsius e, como o corpo humano é quase 80% composto de água, simplesmente desaparece. Vira vapor.
No ataque aéreo deste sábado, os americanos conseguiram matar o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, que comandava um governo teocrático há 36 anos.
Na mesma ocasião e também em locais diversos do País, morreram diversos familiares e líderes das forças de segurança do Irã, em função do ataque conjunto entre Israel e EUA.
Nos primeiros ataques de Israel ao Irã, há alguns meses, Khamenei havia nomeado 4 nomes para o cargo, na hipótese de ser assassinado com a possível continuação da guerra com Israel. Acredita-se que estes nomes estão sendo preparados para serem apresentados como sucessores.
Apesar da morte do seu líder, o Irã resiste atirando nos países aliados dos EUA, com destaque para Israel. O aiatolá Alireza Arafi assumiu o Conselho dos Guardiões e o Irã.
Isto significa que a guerra continua. Neste domingo, foram realizados diversos ataques no Irã e também revide em diversas direções. Os mísseis do Irã têm causado pânico na capital de Israel, apesar de seu dono de ferro. Não se sabe, ao certo, os alvos e baixas.
O que os especialistas do mundo inteiro estão falando é que o ataque vai tornar o combustível mais caro, inclusive em países como o Brasil, que tem petróleo suficiente para seu abastecimento doméstico, mas que entregou sua capacidade de produção, refino e logística ao capital externo. Um erro que deixou o Brasil exposto a quadros de guerra na região do Oriente Médio, onde se encontram as principais reservas de petróleo do mundo.
No caso do Irã, além de ter grandes reservas de petróleo, controla logística de exportação própria e de outros países na casa dos 25%. Em função da guerra, os navios cargueiros param de transportar petróleo pelo estreito controlado pelo governo do Irã e os preços disparam em países que não produzem petróleo e, também, em casos como o Brasil.
Além destas motivações para a ofensiva contra o Irã, existe outra: a de que os EUA estão iniciando esta guerra para que o caso Jeffrey Epstein saia da mídia. O presidente dos Estados Unidos está diretamente ligado a Epstein, condenado e que morreu ou foi morto na prisão em 2019.
Os arquivos foram abertos e copiados, revelando o envolvimento de altas autoridades de várias partes do mundo com menores e outros crimes absurdos. O fato é que, seja qual for o motivo, não se justifica matar civis aos milhares, como ocorreu na Palestina e como arrisca-se acontecer agora no Irã.