22 FEV 2026 | ATUALIZADO 20:56
ESTADO
Cezar Alves
22/02/2026 19:53
Atualizado
22/02/2026 20:58

A luta do ASG Diego para conseguir tratamento que custa R$ 6 mil e voltar trabalhar

Sebastião Antônio da Silva, de 42 anos, conhecido por Diego, ASG, fisicamente não aparenta, mas sofre de refluxo desde os 19 anos. Em 2024, teve uma forte crise em função de uma úlcera e atingiu o esôfago, ficando impossibilidade de se alimentar. Perdeu emprego e o INSS não concedeu auxílio. Passou a viver com ajuda dos amigos e bicos de trabalho, para custear alimentos, medicamentos, consultas e exames e sustentar a família. Como desde 2024/20025, o SUS não libera o tratamento, ele pede ajuda de R$ 6 mil reais para custear a dilatação do esôfago com balão hidrostático, voltar a trabalhar e poder se alimentar com cuscuz e voltar a trabalhar, sem que as empresas o dispensem em função de sua patologia crônica.
Sebastião Antônio da Silva, de 42 anos, conhecido por Diego, ASG, fisicamente não aparenta, mas sofre de refluxo desde os 19 anos. Em 2024, teve uma forte crise em função de uma úlcera e atingiu o esôfago, ficando impossibilidade de se alimentar. Perdeu emprego e o INSS não concedeu auxílio. Passou a viver com ajuda dos amigos e bicos de trabalho, para custear alimentos, medicamentos, consultas e exames e sustentar a família. Como desde 2024/20025, o SUS não libera o tratamento, ele pede ajuda de R$ 6 mil reais para custear a dilatação do esôfago com balão hidrostático, voltar a trabalhar e poder se alimentar com cuscuz e voltar a trabalhar, sem que as empresas o dispensem em função de sua patologia crônica.
Foto: Pedro Cezar

O ASG Sebastião Antônio da Silva, de 42 anos, conhecido por Diego, fisicamente não aparenta, mas sofre de refluxo desde os 19 anos.

Em 2024, ele teve uma grave crise, em função de uma úlcera no estômago e estreitamento no esôfago, e quase morreu.

Apesar da gravidade da patologia e das dores intensas, Diego contou que ficou em casa por dez dias. Não procurou atendimento médico. Acreditava que ficaria bom, como ocorreu em outras vezes.

No décimo primeiro dia, já muito fraco, acreditava que ia morrer dentro do apartamento em que morava no bairro Aeroporto, em Mossoró.

Comprou água de coco, bebeu o que pode, subiu na moto e seguiu pela BR 405, à noite, com destino à comunidade de Apanha Peixe, entre as cidades de Apodi, Felipe Guerra e Caraúbas.

Ele conta que no viaduto, cruzamento das BRs 304 e 405, vomitou muito e não deu tempo de tirar nem o capacete. Levantou-se e seguiu viagem. Ocorreu o mesmo outras cinco vezes até  Felipe Guerra.

Quando chegou a Felipe Guerra, em frente ao hospital na entrada da cidade, Diego disse que caiu da moto e pediu socorro. Tomou dois soros no hospital para reidratar e foi para casa, em Apanha Peixe.

Inicialmente, Diego acreditava que não precisava procurar um médico. Que iria ficar bom em casa, principalmente pelo fato de já sentir estes mesmos refluxos desde os 19 anos e sempre ficava bom.

Só que desta vez, Diego disse que os refluxos abriram uma úlcera e atingiram o esôfago, fazendo-o fechar. Sem se alimentar e com a úlcera, nestes onze dias, ele disse que emagreceu 15 quilos.

Também acreditava que bastava voltar para Apanha Peixe, ao invés de ir à UPA em Mossoró, que iria conseguir atendimento médico. Quase morreu no caminho e no outro dia já voltou para Mossoró.

Procurou atendimento médico em Mossoró e descobriu o que havia acontecido. Os médicos explicaram a gravidade e não teve mais como voltar ao emprego. "Falaram que eu deveria procurar o INSS", disse.

Com os laudos médicos, buscou amparo no INSS, mas só foi possível por 2 meses e já cortaram o benefício. Devido ao problema no esôfago, Diego passou a se alimentar com refeições pastosas e, mesmo assim, às vezes se engasgava.

O médico Marcos Suassuna, que é gastroenterologista, explicou, em agosto de 2024, que Diego precisava com urgência de uma estenose de esôfago. Reabri-lo cirurgicamente e corrigir o esôfago.

Desesperado, Diego procurou os serviços do SUS e não conseguiu. Acionou a Justiça e espera decisão até hoje. Acionou a justiça também contra o INSS e espera decisão também até hoje.

Entretanto, ao passar dos meses, no dia 30 de janeiro de 2025, Diego apresentou boa evolução no tratamento e o médico Marcos Suassuna mudou a sua prescrição médica para resolver a questão do esôfago.

Receitou uma dilatação do esôfago com balão hidrostático, que custa algo em torno de R$ 6 mil, pelo menos R$ 30 mil a menos do que uma cirurgia no aparelho digestivo.

O médico orientou que o paciente mantivesse os exercícios, inclusive jogando bola e fazendo musculação, alimentação pastosa, seguindo à risca o nutricionista, para não engasgar.

Diego contou que procurou trabalho em diversas empresas. Até conseguia o emprego, mas quando a empresa tomava ciência de sua patologia, o dispensava.

Com muitas dificuldades para comprar os alimentos, medicamentos, pagar consultas e exames, Diego disse que contou com a ajuda dos amigos do futebol.

Relatou ao MOSSORÓ HOJE, em sua casa em Apanha Peixe, que não suporta mais a situação. Pede ajuda para fazer a cirurgia, conseguir emprego e pagar suas contas.

Observa que é forte (de fato, o é) e que não existe restrição médica para trabalhar e praticar esportes. Diz que o risco que corre jogando bola, corre também deitado.

Reconhece, no entanto, que pode sofrer crises a qualquer momento, se não fizer o procedimento indicado no esôfago. Portanto, pede ajuda para fazer o procedimento.

“Pode ser feito em Mossoró, pouco tempo depois já vou poder comer cuscuz como antes e posso correr por trabalho, sem que a empresa me bote para fora em seguida”, conta.

Pode assistir à ENTREVISTA AQUI e AQUI.

Caso queira e possa ajudá-lo, Diego deixou o pix: 04698807409


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