A Justiça Federal em Brasília mandou soltar nesta sexta-feira (28) o banqueiro Daniel Vorcaro e mais quatro sócios do Banco Master. Vorcaro foi preso no Aeroporto Guarulhos, quando tentava fugir do País, no âmbito da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, no dia 18 de novembro, visando combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional.
O passivo do Banco Master, de Daniel Vorcaro, seria de pelo menos 56 bilhões. Deste valor, R$ 41 bilhões serão ressarcidos pelo Fundo Garantidor de Créditos e 1,6 bilhão os investidores encontraram aplicados. Estes valores serão devolvidos aos correntistas enganados. O restante, que passa da casa dos R$ 10 bilhões, os investigadores estão trabalhando para resgatar.
Mesmo assim e demonstrando interesse de fugir do Brasil, Daniel Vorcaro ganhou habeas corpus, concedido pela desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.
Com a decisão, Vorcaro e os sócios Augusto Ferreira Lima, Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva deverão usar tornozeleira eletrônica e estão proibidos de exercer atividades no setor financeiro, de ter contato com outros investigados e de sair do país.
Vorcaro foi preso pela Polícia Federal (PF) no dia 17 deste mês enquanto tentava embarcar para o exterior em seu jatinho particular no Aeroporto de Guarulhos. Atualmente, ele está detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos (SP).
O banqueiro e outros sócios do banco foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal. De acordo com as investigações, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.
Após a prisão, os advogados de Daniel Vorcaro negaram que o banqueiro tentou fugir do país e sustentou que ele sempre se colocou à disposição para contribuir com a apuração dos fatos.
O BRB informou que vai contratar uma auditoria externa para apurar os fatos. O banco também que vai apurar possíveis falhas de governança ou dos controles internos.