31/10/2022 08:27
O Brasil assistirá a uma nova leva de partidos que querem se unir para colar no presidente eleito e assaltar o governo sem constrangimentos, como em outras gestões. Descerrada a cortina dos bastidores, muda-se a roupagem nas cores e siglas, e surgem velhos conhecidos. Os dirigentes do PROS e do Solidariedade negociam a fusão, e houve primeira reunião há duas semanas em São Paulo. Paulinho da Força se sobrepõe à mesa como o futuro presidente. Não satisfeitos com a potência que se tornou o União Brasil, Luciano Bivar (ex-PSL) e ACM Neto (ex-DEM) avançam nas tratativas com o Progressistas para criarem o maior partido do Brasil. O antigo PP é capitaneado por Ciro Nogueira, hoje chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL), e tem Arthur Lira, presidente da Câmara que almeja a reeleição um timoneiro nas negociações. A futura sigla desta nova fusão será governista. E o MDB, com fundos garantidos, é o de sempre: também estará na Esplanada.
27/10/2022 08:31
A Justiça vai fechar o cerco a empresários que assediam funcionários para votar em seus candidatos a presidente. O monitoramento é constante através de canais de denúncias. A três dias do 2º turno da eleição, o aumento significativo de casos de assédio eleitoral tem sido monitorado em especial pela Associação Brasileira de Recursos Humanos Seccional São Paulo. O número de denúncias registradas pelo Ministério Público do Trabalho supera em cinco vezes o de 2018 e representa um crescimento de cerca de 450%. A maioria dos casos são contra empresários que agem com a “intenção de coagir, pressionar e intimidar empregados a votar em um determinado candidato”, condicionando a manutenção do emprego à vitória do indicado.
26/10/2022 08:22
O episódio do aloprado e criminoso Roberto Jefferson mudou a pauta das campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e Lula da Silva (PT). Os vices Braga Netto e Geraldo Alckmin têm viajado por cidades do interior onde os candidatos não passam. Ontem, Braga Netto passou por municípios da Zona da Mata mineira, e Alckmin tem percorrido o interior paulista. Enquanto isso, Bolsonaro entrou na defensiva para se descolar de Jefferson, a quem agora chama de bandido, e Lula aproveitou o caso para a ofensiva no discurso de rua, associando a imagem do presidente ao ex-deputado que atirou na PF. O baque foi grande no staff presidencial. Os trackings de sexta e sábado mostravam Bolsonaro 500 mil votos à frente de Lula, segundo uma fonte – um número irrisório perto de 136 milhões de eleitores. Ontem um cabisbaixo e preocupado Ciro Nogueira, homem-forte do Governo, desembarcou no aeroporto de Brasília quieto e sozinho.
25/10/2022 08:19
Estados Unidos, União Européia e Ásia estão mais preocupados obviamente com as consequências sócio-geográficas e econômicas em seus mercados no atual cenário do que com o resultado da eleição no Brasil – ainda um gigante, mas que não chama mais atenção nos últimos anos e cuja relação internacional esmoreceu. No último dia 28 de setembro, a seis dias da eleição do 1º turno, o presidente Jair Bolsonaro telefonou para o chanceler do Itamaraty Carlos França. Falaram sobre como o mundo está vendo o Brasil neste pleito, independentemente de quem vencerá a eleição para presidente. O mundo perdeu o interesse pelo País e segue em stand by.
24/10/2022 08:33
Uma triste surpresa na nova lista do “trabalho escravo” nas lavouras, do Ministério Público do Trabalho e do sindicato dos fiscais, caiu como bomba na Souza Cruz e a Philip Morris, as maiores cigarreiras da América do Sul. De abril a setembro, a indústria do fumo foi um dos setores com mais lavradores resgatados, com 76 trabalhadores. A Souza e a Philip, que controlam o mercado nacional e se vangloriam de pagar bilhões de reais em impostos, se escondem no bojo da Abifumo, associação que criaram, quando o assunto é delicado. A Souza, aliás, tem determinação interna de evitar responder a Coluna, orientação de um consultor terceirizado de Brasília. Um desespero velado segue nos corredores para que assunto não chegue à British American Tobacco, em Londres, proprietária da Souza e que preza por rígido compliance com fornecedores. A Abifumo não quis detalhar quais procedimentos têm para fiscalizar as lavouras no campo. Em nota à reportagem, resumiu que “todas as etapas da cadeia produtiva são monitoradas por meio de um rígido controle, sendo realizada de forma periódica (...), com ampla participação dos órgãos competentes”. Não é o que parece.