
O governo do Rio Grande do Norte anunciou nesta quinta-feira (1º) a mobilização de 12 mil policiais e um investimento de R$ 4 milhões de recursos próprios para garantir a segurança durante o primeiro turno das eleições. O plano operacional vai cobrir todos os 167 municípios do estado e contará com o apoio de forças federais e guardas municipais.
O anúncio foi feito pela governadora Fátima Bezerra (PT) e pelo secretário da Segurança Pública, coronel Francisco Araújo, em reunião no Gabinete de Gestão Integrada. A estratégia mantém a tendência dos últimos dois pleitos e não aplicará a Lei Seca, permitindo a comercialização e o consumo de bebidas alcoólicas no dia da votação.
"O governo está adotando todas as medidas necessárias para que as eleições ocorram em um clima de paz e tranquilidade", afirmou a governadora.
Para colocar o efetivo nas ruas, a administração estadual suspendeu folgas e convocou todos os agentes da ativa da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Científica — ficando de fora apenas servidores de licença médica ou em férias regulamentares prévias.
O aporte de R$ 4 milhões será usado para cobrir despesas de diárias operacionais, alimentação e combustível da frota de viaturas. No sistema penitenciário, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) escalou 890 policiais penais para reforçar o controle interno e evitar instabilidades nas unidades prisionais durante o domingo de votação.
Por unanimidade, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou o envio de tropas do Exército para dez municípios potiguares. O pedido de reforço logístico e de policiamento havia sido aprovado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN) e referendado pelo Executivo estadual.
O Ministério da Defesa enviará contingentes federais para os municípios de Alexandria, Boa Saúde, Doutor Severiano, Ipanguaçu, Jardim de Piranhas, João Dias, Serra Caiada, Serra Negra do Norte, Sítio Novo e Tibau. Segundo o plano de segurança, a presença do Exército se faz necessária pela distância geográfica de algumas zonas eleitorais em relação às sedes dos municípios, o que eleva o risco logístico da apuração e do transporte de urnas.