14 SET 2026 | ATUALIZADO 17:24
POLÍTICA
Por: Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil
14/09/2026 16:56
Atualizado
14/09/2026 16:56

Crise no STF: PGR Defende Fim de Sigilo sobre Pagamentos de Ex-Banqueiro em Processo Oculto no Supremo

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A PGR defendeu no STF o fim do sigilo sobre os pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, medida considerada essencial pelo ministro Alexandre de Moraes. O parecer foi enviado ao ministro Edson Fachin antes do julgamento que avaliará se abre uma investigação contra o próprio Moraes. A PGR alegou que desconhecia o processo por ele estar oculto no sistema do tribunal e também pediu a anulação de relatórios prévios da PF. O caso envolve mensagens sobre um contrato milionário com o escritório da esposa de Moraes, gerando uma crise sem precedentes na Corte.
Imagem 1 -  A PGR defendeu no STF o fim do sigilo sobre os pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, medida considerada essencial pelo ministro Alexandre de Moraes. O parecer foi enviado ao ministro Edson Fachin antes do julgamento que avaliará se abre uma investigação contra o próprio Moraes. A PGR alegou que desconhecia o processo por ele estar oculto no sistema do tribunal e também pediu a anulação de relatórios prévios da PF. O caso envolve mensagens sobre um contrato milionário com o escritório da esposa de Moraes, gerando uma crise sem precedentes na Corte.
A PGR defendeu no STF o fim do sigilo sobre os pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, medida considerada essencial pelo ministro Alexandre de Moraes. O parecer foi enviado ao ministro Edson Fachin antes do julgamento que avaliará se abre uma investigação contra o próprio Moraes. A PGR alegou que desconhecia o processo por ele estar oculto no sistema do tribunal e também pediu a anulação de relatórios prévios da PF. O caso envolve mensagens sobre um contrato milionário com o escritório da esposa de Moraes, gerando uma crise sem precedentes na Corte.
Foto: PGR/ Divulgação.

Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a retirada do sigilo sobre um processo que trata da rede de pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master.   

O parecer da PGR foi produzido em resposta a um pedido do ministro Alexandre de Moraes, que em ofício ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, disse ser essencial a quebra do sigilo da petição sobre os pagamentos de Vorcaro. 

Antes de decidir, Fachin requereu o parecer da PGR, para quem o sigilo deve ser retirado para que se “possa compreender a totalidade dos fatores que o tema a ser debatido envolve”, diz a manifestação assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hidenburgo Chateaubriand Filho. 

O vice-PGR fez referência ao julgamento marcado para esta terça-feira (15), quando o plenário do Supremo deverá analisar se abre ou não uma investigação contra Moraes. 

Até o momento, o STF levantou o sigilo de 53 linhas de investigação derivadas da Operação Compliance Zero, que apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro. 

Essa última petição sobre os pagamentos do ex-banqueiro, contudo, segue em segredo. Em sua manifestação, a PGR informou que sequer sabia da existência desse processo, que “não aparece visível à PGR no sistema do STF”, diz o parecer. 

Julgamento 

No julgamento de terça, os ministros devem se debruçar sobre um relatório da Polícia Federal (PF) que traz 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Vorcaro a Moraes, com quem o ex-banqueiro demonstra ter relação próxima. 

O material foi recuperado do celular apreendido de Vorcaro. As mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, dia em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente. 

Nas mensagens, Vorcaro aparenta compartilhar com Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Em outro trecho, o ex-banqueiro busca informações sobre a operação da PF para prendê-lo. As respostas do interlocutor não puderam ser resgatadas, informaram os investigadores. 

O relatório veio à tona no início de setembro, quando o sigilo sobre material foi retirado pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo. O ato desencadeou uma crise sem precedentes na Corte, com embate direto entre os ministros. 

A PGR pediu ao Supremo a anulação do relatório, devido ao que diz ser irregularidades na sua produção. Segundo o órgão, o relator não poderia ter autorizado o avanço das investigações sobre um ministro do Supremo sem ter informado ao plenário previamente. 

Reação 

Em resposta, Moraes divulgou o que disse ser um “relatório de inteligência” da PF segundo o qual haveria direcionamento das investigações do caso Master por Mendonça, com objetivo de atingir desafetos políticos. 

O documento, contudo, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”. 

Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro. 


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