O pintor Alexandre Viana Freire, de 44 anos, conhecido como "Melão", senta no banco dos réus nesta terça-feira, 7 de abril. Ele é acusado do assassinato de Luciano Barbosa Florêncio, o "Roliço", ocorrido no final da tarde de 28 de setembro de 2014, no bairro Aeroporto, em Mossoró (RN).
O caso é marcado por contradições nos depoimentos do réu. Durante o inquérito policial, Melão afirmou que estava na casa da vítima quando um desconhecido passou atirando. Já na fase judicial, mudou a versão, alegando que sequer estava presente no momento do crime. Apesar das negativas, o processo aponta que a própria vítima, enquanto recebia socorro, teria revelado a familiares que Melão foi o autor dos disparos.
A dinâmica do crime, conforme a denúncia, indica uma emboscada: o acusado teria pedido um copo de água a Luciano e, no momento em que a vítima retornava para entregá-lo, foi atingida pelos tiros.
Os trabalhos serão presididos pelo juiz Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros. O rito começa às 9h com o sorteio dos sete membros do Conselho de Sentença (jurados). Na sequência, ocorre o interrogatório do réu, que responde ao processo em liberdade.
A acusação ficará a cargo do promotor de Justiça Ítalo Moreira Martins, enquanto a defesa será realizada pelo defensor público Bruno Bispo de Freitas.
Acusação: O Ministério Público terá 90 minutos para sustentar a tese de condenação perante o júri.
Defesa: A Defensoria Pública terá o mesmo tempo para apresentar seus argumentos em favor do réu, buscando a absolvição ou uma pena mais branda.
Veredito: Após os debates, os jurados se reunirão na Sala Secreta para decidir pela condenação ou absolvição. O resultado final e a sentença serão lidos pelo juiz em plenário, provavelmente no início da tarde.