O Centro de Hemodialise de Mossoró (CDM) foi interditado pela Vigilância Sanitária após registro de dois óbitos de pacientes na tarde desta terça-feira, 24, de março de 2026.
A primeira vitima foi Raquel Ferreira da Silva Cabral, de 53 anos, residente em Assu-RN. O médico falou ao filho dela, Mizael Ferreira da Silva, que foi de parada cardiorespiratória, após problemas nas máquinas de hemodialise.
Mizael Ferreira da Silva contou a reportagem houve princípio de pânico entre os pacientes dentro da unidade, que tem mais de 40 máquinas distribuídas em quatro salas, quando aconteceu este primeiro problema nas máquinas.
Segundo Mizael Ferreira, a situação teria sido contornada pelos profissionais de saúde e as máquinas foram religadas. Ocorreu o segundo óbito. Uma mulher conhecida por Irací, também de Assu, não resistiu uma parada cardiorespiratória.
A vigilância sanitária foi acionada e depois de quase duas horas de inspeção no local, decidiram pela interdição do CDM.
Os corpos das vitimas teria sido levado para o SVO, na Faculdade de Medicina da UERN, para diagnosticar, com precisão médica, a razão do óbito das duas assuenses.
A diretora da Vigilância Sanitária, disse que precisa analisar todo o contexto do ocorrido, com calma, para, só então, ter um relatório preciso do que aconteceu. E será com base neste relatório, que serão adotadas medidas.
De imediato, o Governo do Estado pode transferir parte dos pacientes para o Hospital do Rim, no bairro Nova Betância, ou, até mesmo, fechar convêncio com a unidade de Dialise em Assu.
A diretora da Vigilância, Keila Brandão Moreira, confirmou ter verificado que a unidade está fazendo obras nos corredores para retirar o salitre das paredes, mas que isto não afeta as três salas de dialise.
Sobre a qualidade da água que foi questionada pelos parentes dos pacientes, Keila Brandão admite que será feito coleta de amostras e enviadas para laboratório específico para, através de análise, saber se teria sido a causa das mortes.
Keila Brandão assegurou: “Eles são vão poder reabrir, quando puder garantir a segurança dos pacientes", destaca Keila Brandão.