11 JAN 2026 | ATUALIZADO 15:08
POLÍCIA
11/01/2026 14:54
Atualizado
11/01/2026 15:07

Família de Douglas pede justiça durante sepultamento em Almino Afonso-RN

Douglas foi morto por um tiro nas costas no início da madrugada deste sábado, 10, quando retornava de Lucrécia-RN para sua casa no sítio Exu, que fica na divisa com Almino Afonso-RN. O adolescente de 15 anos que estava com ele foi baleado na mão. A família pede que os policiais sejam afastados e investigados por um delegado isento. A revolta da família é maior porque a Polícia Civil enviou nota a imprensa dizendo que a vítima atirou. Segundo eles, Douglas e o adolescente não tinham arma e nunca cometeram qualquer alto ilícito.
Douglas foi morto por um tiro nas costas no início da madrugada deste sábado, 10, quando retornava de Lucrécia-RN para sua casa no sítio Exu, que fica na divisa com Almino Afonso-RN. O adolescente de 15 anos que estava com ele foi baleado na mão. A família pede que os policiais sejam afastados e investigados por um delegado isento. A revolta da família é maior porque a Polícia Civil enviou nota a imprensa dizendo que a vítima atirou. Segundo eles, Douglas e o adolescente não tinham arma e nunca cometeram qualquer alto ilícito.
Reprodução

Neste domingo, 11, durante o sepultamento de Douglas Rebouças da Silva Cavalcante, de 20 anos, ocorrido em Almino Afonso-RN, houve protesto de amigos e familiares pedindo por justiça. Estão indignados com a declaração dos policiais civis de que Douglas teria furado a blitz e atirado neles. Asseguram que Douglas estava desarmado, foi morto com um tiro nas costas.

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A testemunha ocular, de nome Felipe, afirmou que Douglas não atirou. Amigos e familiares asseguraram que Douglas Rebouças nunca pegou numa arma e jamais se envolveu em qualquer ato ilício e que, no início da madrugada de sábado, estava retornando da cidade de Lucrécia para sua casa no sítio Exu na companhia de dois amigos em duas motos.

Os familiares e amigos relatam também outra situação ainda mais grave: Os mesmos policiais que atiraram e mataram Douglas e também balearam o adolescente de 15 anos é quem estão investigando o caso. Inclusive, estes policiais foram na casa da testemunha ocular do caso, Felipe, e tentaram levar ele para prestar depoimento na delegacia ao meio-dia deste sábado.

Os dois amigos de Douglas contam que os três se encontraram com um grupo de amigos em Lucrécia até meia-noite. Em seguida, decidiram retornar para casa, no Sítio Exu. Ao se aproximarem da usina de reciclagem, haviam uma blitz da polícia Militar. Os três foram reconhecidos pelos policiais militares e liberados para seguirem viagem.

Cerca de 3 quilômetros adiante, precisamente no contorno de acesso às cidades de Frutuoso Gomes e Almino Afonso, haviam outra blitz, com policiais usando apenas lanternas. O local é muito escuro. Felipe seguia a frente numa motocicleta e foi abordado pelos policiais civis. Um pouco mais atrás, Douglas pilotava outra moto, transportando um primo de 15 anos.

Os dois teriam se assustado com a blitz, acreditando que se tratava de assaltantes, desviaram o local que se encontrava os policiais seguindo na direção de Almino Afonso, foi quando foram baleados. Douglas morreu pouco tempo depois com um tiro nas costas e o adolescente que estava com ele sofreu um tiro na mão e foi socorrido para o hospital regional.

Logo em seguida, chegaram os policiais militares, que estavam fazendo a blitz perto da usina de reciclagem. Eles providenciaram o socorro as vítimas. Os policiais civis saíram do local. Em nota, disseram que saíram em diligência, para prender um suspeito de homicídio. Disseram também nesta nota, que revidaram tiros que veio da moto de Douglas. Entretanto, Felipe, que estava com os policiais, afirmaram que os policiais civis atiraram, quando Douglas e o primo passaram a blitz na direção de Almino Afonso.

Os familiares relataram que os dois não estavam armados e nunca se envolveram com qualquer ato ilícito. Neste domingo, durante sepultamento, pediram justiça.

A família, em contato com o MH, pede que os policiais sejam afastados que o caso seja investigado, com rigor, por um delegado especial nomeado exclusivamente para este fim e não pelos policiais civis, que na opinião deles, numa operação desastrosa, matou um inocente e baleou ontem e, pior, ainda tenta justificar dizendo que revidaram tiros que não aconteceu.

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