01 FEV 2026 | ATUALIZADO 20:35
SAÚDE
Cezar Alves
01/02/2026 19:21
Atualizado
01/02/2026 19:28

“Esperança para nós, pessoas com deficiência”, diz médico Heider Irinaldo

O médico e também veterinário Heider Irinaldo faz referência é o resultado da pesquisa da professora doutora Tatiana Coelho Sampaio, da UFRJ, que desenvolveu a proteína Polilaminina, que está fazendo andar pacientes que sofreram de lesões graves na coluna, quando ministrado no paciente na fase aguda. Já com relação aos pacientes crônicos, como é o caso dele, está muito confiante que a pesquisa vai melhor a qualidade de vida. “Cezar, qualquer avanço, para nós cadeirantes, é muito importante”, destaca o médico.
O médico e também veterinário Heider Irinaldo faz referência é o resultado da pesquisa da professora doutora Tatiana Coelho Sampaio, da UFRJ, que desenvolveu a proteína Polilaminina, que está fazendo andar pacientes que sofreram de lesões graves na coluna, quando ministrado no paciente na fase aguda. Já com relação aos pacientes crônicos, como é o caso dele, está muito confiante que a pesquisa vai melhor a qualidade de vida. “Cezar, qualquer avanço, para nós cadeirantes, é muito importante”, destaca o médico.
Foto: Pedro Cezar

O médico intensivista Heider Irinaldo, que também é pesquisador na área de saúde animal na Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA), festeja os resultados da pesquisa de Tatiana Coelho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que resultou na criação da Polilaminina, a partir da Laminina, conhecida como a “proteína de Deus”, por ter o formato de cruz e ser crucial no desenvolvimento embrionário e na formação de conexões nervosas.

Heider Irinaldo é cadeirante há cerca de 15 anos. Ele sofreu uma lesão grave na medula e desde então não consegue mais andar. Trabalha numa cadeira de roda e já enfrentou e ainda enfrenta problemas de saúde de diversas naturezas, em função desta lesão que o impede de andar. Além de médico, Heider Irinaldo é veterinário, pesquisador da UFERSA.

Sobre a Polilaminina, Heider explicou que inicialmente os resultados são maravilhosos para pacientes agudos, ou seja, aqueles que recebem a dose da Polilaminina em até 48 horas após a lesão. Explica que os melhores resultados estão sendo alcançados exatamente naqueles pacientes que tomam a nova medicação durante a cirurgia de descompressão da medula.

Naturalmente, o médico Heider Irinaldo está devorando tudo quanto é artigo e também vídeos com entrevistas da professora doutora Tatiana Coelho Sampaio, da UFRJ. Segundo ele, já tem históricos de pacientes tetraplégicos que receberam a dose da Polilaminina vários dias depois da lesão e estão começando a apresentar resultados positivos.

Sobre os testes em pacientes com lesões crônicas, ou seja, que faz muito tempo que está sem andar em função da lesão na medula, como é o caso dele, a esperança é que esta proteína contribua para recuperar qualquer movimento no braço ou na perna. “Isto é muito importante”, observa o médico em entrevista ao MH.

Confira

“Se conseguir andar ou pelo menos se alimentar com a Polilaminina, já é motivo de muita alegria para nós cadeirantes, acrescenta Heider Irinaldo, que é consciente que o fármaco em desenvolvimento dificilmente vai fazer andar quem é cadeirante há vários anos, mas que existe uma esperança ótima de recuperar movimentos e melhorar a qualidade de vida.

Heider faz um apelo as autoridades da Bancada Federal do Rio Grande do Norte para aumentar os recursos para pesquisas. Afirma não existir dúvidas, que havendo apoio a pesquisa, outros resultados tão maravilhosos, como este apresentado pela Dra. Tatiana Coelho, vão surgir naturalmente dos tubos de ensaios das universidades brasileiras.

Heider acrescente

Além de investir nas pesquisas nas áreas de saúde, Heider Irinaldo destaca que é crucial também que o governo amplie os investimentos nas áreas de tecnologias.


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