Após quase três anos fechado, por interdição da Justiça, o Centro Educional de Pitimbu, em Natal, foi reaberto nesta segunda-feira (21). O Ceduc é gerido pela Fundação de Apoio à Criança e ao Adolescente (Fundac), ligada à Secretaria de Trabalho, Habitação e Assistência Social (Sethas), e passou por uma reestruturação física esse ano, com investimentos na ordem de R$ 4,5 milhões.
A estrutura, inaugurada hoje pelo governador Robinson Faria, conta agora com novos alojamentos, escola, área de lazer, refeitório, banheiros e outros equipamentos fazem parte da reestruturação do Ceduc Pitimbu. O trabalho foi realizado pela Secretaria de Trabalho, Habitação e Assistência Social.
Além das medidas para garantir um acolhimento digno e que assegure a ressocialização de adolescentes internos, a unidade ganhou também uma reestruturação no atendimento – que será mais humanizado para os internos que ocuparão a partir de amanhã o Ceduc -, com contratação de 40 novos agentes educacionais que vão trabalhar com os adolescentes internos, além da criação do Plano Estadual de Atendimento Sócio-Educativo, que segue diretrizes estabelecidas pelo Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase).
“Queremos que esse lugar seja realmente um espaço de ressocialização e que quando o adolescente sair daqui, que ele possa sair com outras perspectivas”, disse o governador em seu discurso, pouco antes de entregar aos participantes da mesa o Plano Estadual de Atendimento Sócio-Educativo.
De acordo com o diretor presidente da Fundac, Ricardo Cabral, a reabertura será gradual. “Restabelecer o atendimento no Ceduc é fundamental para as políticas de ressocialização dos adolescentes infratores executadas pelo Governo. Nosso objetivo é atender todos os requisitos para dar o acolhimento adequado e com perspectivas de reinserção desses jovens ao convívio com a sociedade”, disse.
A capacidade máxima do Ceduc Pitimbu é de 36 vagas. O Ceduc Pitimbu 2, cuja construção foi feita ao lado do Ceduc 1, já está pronta e a previsão é que em 2016 mais 36 novas vagas sejam abertas, totalizando 72 vagas para acolher adolescentes em conflito com a Lei.