25 FEV 2026 | ATUALIZADO 22:12
POLÍCIA
25/02/2026 21:51
Atualizado
25/02/2026 22:11

Advogado diz que segurança preso em Mossoró não agrediu Isaac Torres em Apodi

Alex Batista foi preso em Mossoró quando procurou a delegacia para registrar um BO por ameaças de morte. O flagrante foi por está com celular roubado e com uma pistola no carro. Na ocasião, o delegado Paulo Torres falou que ele era um dos três seguranças que agrediram brutalmente Isaac Torres, em Apodi. Entretanto, segundo o advogado Natã Xavier, Alex não estava em Apodi e estava sendo confundido com o segurança Lucas. Afirma que tem provas de audio e fotos.
Alex Batista foi preso em Mossoró quando procurou a delegacia para registrar um BO por está recebendo ameaças de morte de facções. O flagrante foi por estar com celular roubado e com uma pistola no carro. Na ocasião, o delegado Paulo Torres falou que ele era um dos três seguranças que agrediram brutalmente Isaac Torres, em Apodi. Entretanto, segundo o advogado Natã Xavier, Alex Batista não estava em Apodi no dia das agressões. Segundo ele, Alex estar sendo confundido com o segurança Lucas, que está entre os três agressores. Alex continua preso e os seguranças sendo investigações.

O segurança Alex Batista, preso por estar com celular roubado e a arma do pai dentro do carro em Mossoró-RN, não estava entre os três agentes de segurança privada que espancaram brutalmente a pessoa com deficiência Isaac Emanuel de Oliveira Torres, de 29 anos, no domingo de carnaval, em Apodi-RN. É o que assegura o advogado Natã Xavier da Silva.

A informação de que a pessoa presa em Mossoró era a mesma que espancou Isaac em Apodi foi repassada à mídia pelo delegado Paulo Torres, que lavrou o flagrante. As informações também foram difundidas pela rede de comunicação da Secretaria Estadual de Defesa Social e Segurança Pública. 

Os três seguranças que agrediram Isaac Torres e cujos vídeos viralizaram nas redes sociais, segundo o advogado Natã Xavier, são: Luan, Lucas e Artur. Segundo Natã, os três confessam as agressões e inocentam Alex Batista. “Temos os áudios, temos as provas. Alex Batista não estava em Apodi no dia em que aconteceram as agressões sofridas por Isaac Torres”, garante.

O advogado acredita que Alex está sendo confundido com Lucas, que tem o mesmo biotipo, mas Alex tem uma tatuagem no pescoço, do lado esquerdo, que Lucas não tem. As imagens mostram isto. E é devido a esta semelhança e ao fato de prestar serviço na mesma empresa, que Alex alega estar sendo ameaçado de morte por facções. 

Por esta razão, é que procurou a delegacia para registrar um Boletim de Ocorrência, quando foi preso.

Alex Batista, no entanto, admite que presta serviços na mesma empresa de segurança que agrediu Isaac Torres, em Apodi. Ele explica ainda que não sabia que o celular era roubado. Diz que comprou no vuco-vuco e que a arma que estava no carro dele pertence ao pai. As explicações foram dadas à Polícia Civil, quando estava sendo autuado em flagrante.

O flagrante lavrado pelo delegado Paulo Torres foi confirmado pela Justiça e Alex Batista ainda se encontra preso, não pelos espancamentos e ameaças sofridos por Isaac Torres, mas por estar com celular roubado e portando a arma do pai no carro.

O caso do espancamento está sendo investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Apodi-RN. O delegado e os investigadores de Apodi têm 30 dias para concluir a investigação e remetê-la à Justiça, indiciando os seguranças Luan, Lucas e Artur.

Dos fatos

A vítima Isaac Torres narrou à Polícia que, além das agressões que foram gravadas em vídeo, também sofreu ameaças de morte. Ele disse que foi algemado e levado para uma área afastada onde tiraram foto dele e o ameaçaram matá-lo e jogar dentro da lagoa.


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