14 ABR 2026 | ATUALIZADO 08:40
ESTADO
13/04/2026 19:09
Atualizado
13/04/2026 19:09

Esgoto ou drenagem? Saber a diferença só traz benefícios

Preservar os sistemas de drenagem e esgotamento é um compromisso de todos e começa em cada residência. Um ponto de enorme importância é não misturar a forma de uso de cada sistema. “É imprescindível que a população tenha a ciência e tenha a cultura de não destinar lixo doméstico, gordura ou tudo aquilo que não seja esgoto para a rede”, salienta o chefe da Unidade de Manutenção de Esgoto, Hadley Assis de Souza Mendonça.
Preservar os sistemas de drenagem e esgotamento é um compromisso de todos e começa em cada residência. Um ponto de enorme importância é não misturar a forma de uso de cada sistema. “É imprescindível que a população tenha a ciência e tenha a cultura de não destinar lixo doméstico, gordura ou tudo aquilo que não seja esgoto para a rede”, salienta o chefe da Unidade de Manutenção de Esgoto, Hadley Assis de Souza Mendonça.
Foto: ASCOM

O período chuvoso do começo de abril é uma boa oportunidade para relembrar a lição sobre as diferenças entre esgotamento sanitário e drenagem. A confusão é comum, mas entender a distinção entre um sistema e outro é mais importante do que parece. Para começo de conversa, saber disso é relevante até para identificar qual órgão responde por cada sistema. E assim procurar atendimento quando necessário. Drenagem é com a prefeitura; esgotamento sanitário é com a Caern.

Redes de drenagem e de esgoto realmente têm algo em comum: São sistemas de canalização que removem fluidos das áreas urbanas. A confusão geralmente se dá justamente por isso. Como tudo “desaparece” por tubulações subterrâneas, muita gente acredita que seguem para o mesmo destino. Por ficarem escondidos e terem a mesma aparência, os sistemas acabam não sendo bem compreendidos pela população.

Drenagem urbana é um sistema destinado ao escoamento das águas da chuva. Capta e conduz a água pluvial das ruas e não apenas em períodos de precipitações intensas, mas como cuidado contínuo no ambiente urbano. Impede que o líquido se acumule em locais inadequados, prevenindo alagamentos, evitando erosões e auxiliando na redução da contaminação dos corpos d’água por escoamento superficial carregado de resíduos urbanos.

Esgotamento sanitário faz a coleta e tratamento dos efluentes domésticos provenientes de pias, vasos sanitários e ralos entre outros, por meio das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs). Este sistema não está apto a receber água pluvial. Suas tubulações e capacidade foram projetadas exclusivamente para coletar dejetos humanos e águas residuais.

Preservação

Preservar os sistemas de drenagem e esgotamento é um compromisso de todos e começa em cada residência. Um ponto de enorme importância é não misturar a forma de uso de cada sistema. “É imprescindível que a população tenha a ciência e tenha a cultura de não destinar lixo doméstico, gordura ou tudo aquilo que não seja esgoto para a rede”, salienta o chefe da Unidade de Manutenção de Esgoto, Hadley Assis de Souza Mendonça. “Qualquer material sólido pode ocasionar obstrução nas tubulações, e por outro lado a água de chuva, quando jogada na rede de esgoto, sobrecarrega o sistema porque ele é dimensionado unicamente para receber esgoto”.

Uso adequado

Ligações irregulares trazem riscos para todos. Quando a água da chuva é direcionada para a rede de esgoto ou o esgoto para a rede de drenagem, todo o sistema pode ser comprometido. Como as estruturas não foram projetadas para esse tipo de uso, é comum ocorrerem transbordamentos em caixas de inspeção, ralos e até, no pior dos casos, ocorrer o retorno do esgoto para o interior dos imóveis. A sobrecarga afeta diretamente o funcionamento das ETEs, que têm capacidade calculada para volumes específicos. Isso prejudica a eficiência do tratamento e compromete a preservação dos rios.

Os impactos vão além da sobrecarga. Os principais problemas são os extravasamentos, que podem ocorrer nas avenidas, em caixas de passagem nas calçadas. Esse esgoto extravasado pode contribuir para a poluição ambiental, já que não chega ao destino correto, que é o tratamento.

Fazer essas ligações irregulares é considerada prática de ação clandestina, sendo passível de multas e sanções. A manutenção desses serviços não é responsabilidade apenas dos órgãos públicos. A participação da população é indispensável para que o esgotamento sanitário e a drenagem urbana continuem cumprindo seu papel de proteger a saúde da cidade e o meio ambiente.


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