12 JAN 2026 | ATUALIZADO 20:40
MOSSORÓ
Da redação
26/01/2017 12:46
Atualizado
12/12/2018 03:44

Após pressão, Sindguardas/RN consegue audiência com Rosalba Ciarlini

Categoria promoveu mobilização na sede da Prefeitura de Mossoró na manhã desta quinta-feira, 26. Audiência vai acontecer na próxima terça, 31, às 16h
Maricelio Almeida/MH
Após uma forte pressão no Palácio da Resistência, sede do Poder Executivo local, o Sindicato de Guardas Civis Municipais (Sindguardas/RN) conseguiu agendar uma audiência com a prefeita Rosalba Ciarlini. O encontro acontecerá na próxima terça-feira, 31, às 16h, em local ainda a ser agendado.

A audiência só foi marcada após os guardas praticamente ocuparem o Palácio da Resistência no final da manhã desta quinta, 26. Os servidores foram até o prédio cobrando do Município uma resposta quanto aos ofícios encaminhados solicitando a audiência com a própria prefeita. Alguns guardas chegaram, inclusive, a cercar o carro oficial da prefeita.

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“Já havíamos protocolado alguns ofícios pedindo audiência com a prefeita, nos preocupando com a situação dos munícipes de Mossoró diante da greve. Nós tentamos dialogar com a prefeita para não haver prejuízo para a população e para os guardas, estamos buscando esse entendimento para discutirmos a pauta e sinalizarmos com o final da greve”, destacou o presidente do Sindiguardas/RN, Souza Júnior.



O encontro foi intermediado pela procuradora-geral do Município, Karina Ferreira. “Vamos nos reunir terça-feira, às 16h, escutar a categoria, e analisar para tentar solucionar a questão, tudo em prol da sociedade. Até então não entendemos toda essa reivindicação, que já vem da reivindicação anterior”, disse.

Em conversa com o MOSSORÓ HOJE, um guarda que preferiu não ser identificado, temendo maiores represálias, relatou as dificuldades pelas quais estão passando os servidores diante dos atrasos salariais. Eles o pagamento do mês de dezembro, 13º de novembro e dezembro, bem como diárias atrasadas desde o mês de setembro do ano passado.



“Já estão cortando ponto, mudando os postos dos guardas. Tem colega nosso que não tem mais nem o que comer, que o filho pede uma fruta e ele não tem para dar. Estamos fazendo campanhas, entregando cestas básicas. Há ainda os que estão indo trabalhar de carona, a situação é muito complicada. Além dos salários atrasados, temos outros problemas, como coletes vencidos, VTRs sem funcionar, uma estrutura muito precária”, resumiu o agente.
 
 

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