O policial militar Pedro Inácio Araújo de Maria, condenado a 20 anos de prisão pelo estupro e assassinato da universitária Zaira Dantas Silveira Cruz, durante o carnaval de Caicó no ano de 2029, não só ganhou liberdade condicional, como poderá voltar a trabalhar nas ruas como Policial Militar, inclusive ganhando melhor do que antes.
Pedro Inácio foi condenado em dezembro de 2025 por estuprar e matar a namorada Zaira Cruz no dia 2 de março de 2019 em Caicó-RN. Ele foi preso pouco tempo depois e levado para o alojamento do Batalhão da Policia Militar, em Natal. O caso foi levado a Júri Popular e o réu restou condenado a 20 anos de prisão pelos dois crimes.
Quando foi preso, Pedro Inácio era cabo da Policia Militar do Rio Grande do Norte. Mesma preso, continuou recebendo salários de aproximadamente R$ 4 mil. Na prisão, Pedro Inácio foi promovido ao posto de sargento e o salário pulou de 4 para R$ 10,6 mil. Estas informações estão no Portal da Transparência do Governo do Estado do Rio Grande do norte.
Semiaberto e revolta da família da vítima
No início desta semana, a Justiça concedeu a Pedro Inácio o direito de cumprir a pena em regime semiaberto, usando tornozeleira eletrônica, causando revolta entre os familiares da jovem universitária Zaíra Cruz. Eles reclamam que Pedro Inácio não estava preso e sim, acomodado no alojamento do Batalhão da Policia Militar em Natal.
Com a repercussão do caso, foi que descobriram que além de está morando no alojamento do Batalhão da Policia Militar, Pedro Inácio estava recebendo os salários como policial militar. Durante este período, segundo os dados do Portal da Transparência, ele recebeu algo em torno de R$ 600 mil, o que causou ainda mais revolta entre os familiares e amigos da vítima.
Tribunal do Júri e perca automática do cargo
Casos como este, o réu, uma vez condenado pelo Tribunal do Júri Popular a uma pena superior a 4 anos de prisão, perde, na mesma hora, o cargo público.
O coronel Alarico José, comandante da Policia Militar do Rio Grande do Norte, informou a imprensa da capital que será criado um Conselho de Disciplina para decidir pela expulsão ou não de Pedro Inácio dos quadros da corporação num prazo de 45 dias.