A Justiça do Rio Grande do Norte determinou que o policial penal Victor Hugo de Souto Valença, condenado a 43 anos de prisão por duas mortes em Natal, deixe a peniternciária e seja internado.
A decisão foi tomada nesta quinta-feira (19) após o reconhecimento de sua inimputabilidade, ou seja, a incapacidade de responder pelos crimes em razão de transtorno mental.
De acordo com a decisão judicial, laudos periciais apontaram “incapacidade total do réu”, indicando que ele agiu de forma desordenada, impulsiva e caótica no momento dos fatos.
Segundo o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, os desembargadores levaram em consideração um laudo assinado por médicos psiquiatras oficiais, que confirmou a incapacidade do réu de compreender o caráter ilícito de suas ações à época dos crimes.
Em julho de 2022, o policial penal Victor Hugo de Souto Valença subtraiu um veículo de motorista de aplicativo Marcelo Cavalcanti de Medeiros Silva, de 27 anos, e o matou com oito disparos de uma arma calibre .40, na avenida Capitão-Mor Gouveia, em Natal.
Em seguida, ele tentou roubar outro carro, no bairro de Cidade Satélite, mas a vítima conseguiu fugir, embora o réu tenha disparado três tiros contra ela.
Na sequência dos crimes, Victor Hugo invadiu uma residência, onde atirou e feriu uma mulher no braço e matou o filho dela, João Victor Munay, de 21 anos. O réu ainda roubou a motocicleta do rapaz.
O policial penal foi preso em flagrante na cidade de Olinda, Pernambuco, no mesmo dia, após ter praticado outros delitos, como extorsão.
A mudança da sentença foi comunicada à 4ª Vara Criminal, responsável pela condenação, e deve seguir para a Vara da Execução Penal para abertura de um novo procedimento para a aplicação da medida de segurança.