Nesta quarta-feira, 4, o Tribunal do Júri Popular volta a se reunir no Fórum Municipal sob a presidência do juiz Vagnos Kelly, da Primeira Vara Criminal de Mossoró-RN.
Nesta segunda sessão de 2026, senta no banco dos réus José Diego da Rocha Silva, de 29 anos, pelo assassinato da jovem Jordana Jady de Sousa Oliveira, de 22 anos.
Este assassinato aconteceu no final da manhã do dia 16 de abril de 2025, no bairro Aeroporto II. Nesta mesma ocasião, também tentou matar Pedro Gabriel Oliveira da Silva.
O réu José Diego, que usou uma faca para ceifar a vida de Jady, foi preso em flagrante. Ele confessa o crime de homicídio e também não tem como negar a tentativa de homicídio.
Sobre o crime, o Ministério Público Estadual relata:
“Depreende-se do Inquérito Policial que, no dia mencionado, o casal Pedro Gabriel Oliveira da Silva e Jordana Lima de Aquino estavam discutindo em casa.
Após, Pedro Gabriel sentou-se no lado de fora da residência, momento em que ouviu sua prima, ora vítima Jady, gritando: “olha a pedra!”, razão pela qual conseguiu desviar de uma pedra de paralelepípedo arremessada contra a sua pessoa por José Diego, ora acusado.
A sua prima (vítima Jady) avançou contra o denunciado na tentativa de impedi-lo de agredir Pedro Gabriel, mas ele, que estava com uma faca na cintura, desferiu várias cutiladas naquela, que foi a óbito no local.
Segundo Pedro Gabriel, o acusado, o qual mora próximo a sua residência, não gostou que ele estava brigando com sua companheira, e foi tentar “se meter”.
Após esse fato, Pedro Gabriel fugiu correndo até a casa de sua avó, e o denunciado ficou correndo atrás dele com uma faca, mas não o alcançou. Após o fato, a Polícia Militar foi acionada e compareceu no local, além de ter encontrado o acusado e lhe dado voz de prisão.
Com relação à motivação delitiva, entende-se que se trata de motivo torpe, uma vez que o acusado, na busca de cessar discussão que envolvia violência doméstica, utilizou-se de outra violência desproporcional, arremessando uma pedra de paralelepípedo com intenção de matar.
Além disso, de forma repugnante, matou Jordana Jady, que não tinha envolvimento com a discussão e só buscava “salvar” seu primo.
No mais, quanto à tentativa de homicídio praticada contra Pedro Gabriel, nota-se que o denunciado tentou atingi-lo em um momento em que a vítima estava sentada na calçada de sua casa e, por óbvio, não aguardava ser agredida com uma pedra.
Apesar de não ser atingida, o objeto arremessado apresentava potencial para tirar a vida da vítima, agindo o denunciado, no mínimo, assumindo o risco de matar”.
É o que relata a denuncia do Ministério Público do Rio Grande do Norte.
O julgamento deve começar de 9 horas e terminar no início da tarde, com a leitura da sentença do réu pelo presidente dos trabalhos, o juiz Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros.