Na manhã desta segunda-feira, 19 de janeiro, o presidente da Casa, Genilson Alves (União Brasil), recebeu representantes da Associação do Loteamento Quintas do Lago, moradores e profissionais responsáveis pelo manejo animal no condomínio, com o objetivo de ouvir a versão da associação sobre a situação envolvendo a presença e manejo de gatos no local.
A reunião dá continuidade ao debate iniciado na quinta-feira 15, quando a Câmara ouviu protetores de animais e moradores do condomínio sobre uma suposta denúncia de maus tratos de animais pelos responsáveis do condomínio.
Durante o encontro, o advogado e morador do condomínio, Humberto Fernandes, informou que as medidas adotadas pela associação estão respaldadas por decisões judiciais e recomendações do Ministério Público. Segundo ele, não procedem as acusações de maus tratos ou morte intencionais de animais que vêm sendo divulgadas nas redes sociais.
Humberto relatou que o loteamento possui 303 lotes e cerca de 2 mil moradores e que o condomínio vinha enfrentando um cenário considerado crítico, com a entrada constante de animais trazidos de outras áreas e deixados no local por terceiros. “Houve um entendimento equivocado de que a associação teria a obrigação de cuidar desses animais, o que resultou em uma quantidade excessiva de animais soltos”, explicou.
O presidente da associação e síndico do Quintas do Lago, Gutemberg Dias, destacou que a questão possui natureza jurídica e que as decisões adotadas foram tomadas em assembleia soberana, com respaldo judicial e recomendação do Ministério Público.
Participação dos vereadores e posicionamento da Câmara
Estiveram presentes na reunião os vereadores Wiginis do Gás (União Brasil), Marleide Cunha (PT), que é presidente da Comissão de Meio Ambiente, Mudança do Clima e Proteção Animal, os vereadores John Kenneth (SD), Petras Vinícius (PSD), Lucas Venâncio (União Brasil), que também compõem a Comissão de Meio Ambiente, e o vereador Ozaniel Mesquita (União Brasil), que é presidente da Comissão de Saúde da Câmara.
Durante a reunião, o presidente da Câmara, Genilson Alves (União Brasil), reforçou que a iniciativa de ouvir a associação faz parte do papel institucional do Legislativo. “A Câmara já havia ouvido um lado da história e, por isso, entendemos como fundamental ouvir também a associação e os demais envolvidos. Nosso trabalho é construir caminhos que preservem a dignidade das pessoas, dos animais e da sociedade. E o melhor caminho para isso é o diálogo”, afirmou.
A Câmara Municipal de Mossoró seguirá acompanhando o caso e permanece à disposição para ampliar o debate.