Os familiares de Douglas Rebouças da Silva Cavalcante, de 20 anos, contrataram o experiente advogado José Augusto Neto para acompanhar as investigações do delegado Andresso Claudius, da Corregedoria da Polícia Civil do Rio Grande do Norte.
Em contato com o MOSSORÓ HOJE, os familiares, juntamente com amigos, disseram que vão investir para que os policiais civis que tiraram a vida de Douglas Rebouças e baleou um adolescente de 15 anos que estava com ele, sejam punidos conforme a lei.
O advogado José Augusto Neto destacou ao MOSSORÓ HOJE que está indo pessoalmente nesta quarta-feira, 14, conhecer o local que os jovens estavam em Lucrécia, conversar com o comandante do destacamento da PM e visitar o local da ocorrência.
O advogado quer conversar com o delegado Andresso Claudius, que nesta segunda-feira, 12, fez a apreensão das armas dos três policiais civis e as enviou para perícia balística no ITEP. Quer saber qual arma matou Douglas Rebouças e baleou o adolescente.
Sobre a declaração dos policiais enviadas a imprensa de que Douglas Rebouças teria atirado primeiro e eles revidado uma injusta agressão, o advogado destacou que as informações que recebeu são de que Douglas e o Adolescente não portavam arma.
Douglas Rebouças, o adolescente e o vizinho Felipe, foram a uma lanchonete, na cidade de Lucrécia e, após meia-noite da sexta-feira, 9, retornaram para casa, em duas motos. Felipe em uma e Douglas e o adolescente na outra. Eles moram no Sítio Exu, em Almino Afonso-RN.
Os policiais militares de Lucrécia-RN e do Plantão da polícia Civil de Patu-RN estavam realizando diligências para tentar localizar suspeitos de um homicídio na cidade de Frutuoso Gomes-RN, ocorrido na noite de sexta-feira, dia 9. A informação é que estavam em Lucrécia.
Nesta operação, montaram duas barreiras. A PM ficou perto da usina de reciclagem e os três policiais civis no trevo de acesso às cidades de Lucrécia, Frutuoso Gomes e Almino Afonso. Por conhecer os policiais, os três amigos passaram pela primeira blitz.
Felipe seguiu na frente e foi abordado pelos policiais civis, que passaram a revistá-lo usando uma lanterna. O local era muito escuro. Douglas e o adolescente, que seguiam logo atrás, estranharam a movimentação a frente e entraram na direção de Almino Afonso.
Os policiais civis abriram fogo. Um tiro acertou o adolescente na mão e matou Douglas, que caiu da moto após bater numa placa. A PM chegou rapidamente ao local e socorreu os dois. Douglas não resistiu ao tiro e o adolescente foi levado para Pau dos Ferros.
Servidor da Câmara Municipal de Almino Afonso, a morte de Douglas causou comoção social e o fato de os policiais terem dito que ele atirou primeiro, deixou a população revoltada, em especial os familiares, que reagiram realizando um forte protesto no domingo, dia 11, pedindo que os policiais fossem afastados e o caso investigado por um delegado isento.
No dia 12, uma segunda-feira, a governadora Fátima Bezerra falou a respeito do assunto, informando que o caso seria investigado. No mesmo dia, os três policiais foram afastados e as armas apreendidas, para passar por perícia no ITEP.
Em contato com o MH, o secretário de Segurança do RN, coronel Francisco Araújo, informou que o delegado Andresso Claudius, da Corregedoria da PC, já estava investigando o caso e que seria muito importante que um advogado acompanhasse o caso.
A família já havia procurado o advogado José Augusto Neto para acompanhar as investigações. Nesta quarta-feira, 14, após conhecer o caso, o advogado deve se pronunciar a respeito.