O secretário de Estado da Saúde Pública do RN, Cipriano Maia, defendeu a efetivação da regionalização como principal medida para ampliar o atendimento e melhorar a qualidade dos serviços ofertados pelo Sistema Único de Saúde do estado.
A proposta é criar, nas oito regiões de saúde do RN, consórcios interfederativos, por meio dos quais o estado e os municípios irão compartilhar recursos financeiros, de pessoal e estruturas, a fim de se obter mais agilidade na gestão dos serviços e uma maior resolutividade no atendimento prestado à população.
“Nossa referência é o modelo de policlínicas implantado no Ceará, no qual o Governo do Estado vai arcar com 40% dos recursos financeiros, enquanto os municípios vão assumir os outros 60%”, explicou Cipriano Maia.
De acordo com o secretário, na retomada do processo de regionalização estão sendo designadas direções técnicas regionais, para que se possa fazer um planejamento integrado das ações.
Na próxima quarta-feira (06), Cipriano, juntamente com o líder do Governo na Assembleia Legislativa, o deputado George Soares, e o presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN), José Leonardo Cassimiro de Araújo, além de representantes do governo visitarão o município cearense de Russas, que possui uma experiência bem-sucedida no funcionamento do consórcio.
“A partir dessa visita iniciaremos uma análise da viabilidade de custos, do processo legislativo, para que ao longo desse ano tenhamos a consolidação dos consórcios”, disse o secretário.
Além da regionalização, Cipriano Maia falou na entrevista sobre o atual quadro da Saúde no RN.
“A situação é muito crítica em função do legado deixado pela gestão anterior. Por exemplo, temos restos a pagar de aproximadamente R$ 300 milhões e insuficiência de medicamentos e insumos, porque não houve uma programação adequada e aquisição oportuna. Esse quadro nos exige ações de curto prazo e um planejamento responsável no sentido de evitar paralisações nos serviços”.
Quanto à Unicat, o secretário informou que cerca de 80% dos itens estão sendo supridos e com relação aos medicamentos indisponíveis, a Sesap está trabalhando na busca por solução, inclusive por meio de parcerias com outros estados do Nordeste.