29 ABR 2026 | ATUALIZADO 21:35
POLÍCIA
Por Cézar Alves
29/04/2026 21:09
Atualizado
29/04/2026 21:28

Júri histórico nesta quinta-feira, 30, no Fórum Municipal de Mossoró-RN

Será o Tribunal do Júri Popular de número 1.403 do promotor de Justiça Armando Lúcio Ribeiro, o último de sua carreira de quase quatro décadas em defesa sociedade atuando pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte. Sob a presidência do juiz Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros, o júri deve começar de 9h. Terá como réu o aposentado João Pereira de Sousa, de 73 anos, denunciado por matar com uma enxada a esposa do filho, Edilene Nicácia Costa da Silveira, crime este ocorrido no dia 4 de abril de 2025, no Centro da cidade de Governador Dix Septo Rosado-RN.
Será o Tribunal do Júri Popular de número 1.403 do promotor de Justiça Armando Lúcio Ribeiro, o último de sua carreira de quase quatro décadas em defesa sociedade atuando pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte. Sob a presidência do juiz Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros, o júri deve começar de 9h. Terá como réu o aposentado João Pereira de Sousa, de 73 anos, denunciado por matar com uma enxada a esposa do filho, Edilene Nicácia Costa da Silveira, crime este ocorrido no dia 4 de abril de 2025, no Centro da cidade de Governador Dix Septo Rosado-RN.
Foto: Pedro Cezar

Nesta quinta-feira, dia 30 de abril de 2026, acontecerá o Tribunal do Júri Popular histórico no Fórum Municipal Desembargador Silveira Martins, em Mossoró-RN.

Será a última vez que o promotor de Justiça Armando Lúcio Ribeiro vai atuar num júri. Precisamente, o júri 1.403 em 36 anos de atuação firme em defesa da sociedade.

Armando Lúcio Ribeiro, com apoio da família e dos amigos (não é fácil) pediu aposentadoria do posto de Promotor de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Norte.

E não foi só em Mossoró que atuou para prender criminosos. Esteve nas comarcas consideradas complicadas, como Campo Grande-RN, Caraúbas-RN, entre outras.

Referência pelo notório saber jurídico pelos colegas no MPRN e também na Justiça, Armando Lúcio também é professor muito respeitado na Faculdade de Direito da UERN.

Entre centenas de processos que atuou, Armando Lúcio destaca um que ficou marcado em sua carreira: o caso Manoel Alves Pessoa Neto, ocorrido em 1997, em Pau dos Ferros-RN.

Neste caso, o juiz da Comarca, Francisco Pereira de Lacerda, contratou o pistoleiro Edmilson Pessoa Fontes para matar o promotor Manoel Alves Pessoa Neto.

O pistoleiro Edmilson Fontes invadiu o Fórum, matou o promotor Manoel Alves Pessoa Neto e também o preso de justiça Orlando Alves Mari, que trabalhava na limpeza do fórum.

O promotor Manoel Alves Pessoa Neto havia descoberto atos ilícitos do magistrado Francisco Lacerda e estava preparando a documentação para leva-lo as barras da justiça.

O então procurador geral do Estado, designou o promotor de Justiça Armando Lúcio Ribeiro para liderar uma frente de trabalho para esclarecer os fatos e processar os criminosos.

Armando Lúcio Ribeiro se destacou no trabalho que resultou na prisão e condenação do pistoleiro Edmilson Pessoa Fontes a 24 anos de prisão pelo duplo homicídio.

Edmilson Pessoa confessou o crime e apontou o juiz Francisco Pereira de Lacerda, com auxílio do então PM Wilson Pereira de Alencar, como mandante e articulador do crime.

Francisco Pereira de Lacerda também foi preso e condenado a 35 anos de prisão. O ex-PM Wilson Pereira de Alencar pegou 31,6 anos de prisão por participar da trama.

Apesar de atuar fortemente para condenar as pessoas mais perigosas da sociedade, o promotor Armando Lúcio Ribeiro disse que encerra a carreira sem nunca ter sido ameaçado.

O último júri

A última vez que vai atuar num Tribunal do Júri Popular, nesta quinta-feira, dia 30 de abril de 2026, terá como réu João Pereira de Sousa, de 73 anos, denunciado pelo assassinato da nora, Edilene Nicácia Costa da Silveira, crime este ocorrido no dia 4 de abril de 2025, no Centro da cidade de Governador Dix Septo Rosado-RN, que fica distante 36km de Mossoró.

Veja mais

Aposentado mata esposa do filho com um enxada  em Governador Dix Sept Rosado

Na denuncia assinada pelo promotor Armando Lúcio Ribeiro, João Pereira usou uma enxada para matar a nora Edilene Nicácia, em função de uma discussão familiar.

A reunião do Tribunal do Júri Popular histórica será presidida pelo juiz Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros e na defesa do réu está inscrito o defensor público Maciel da Silva Fonseca. Os trabalhos estão previstos de começarem às 9 horas, no Salão do TJP do Fórum de Mossoró.

Último Júri e não última aula prática

Ao MH, Armando Lúcio disse que vai se aposentador do Ministério Público do Rio Grande do Norte, mas não da sala da sala de aula, ambiente que ele considera fonte inesgotável de aprendizado continuo desde o início de sua atuação como professor há mais de 3 décadas.

Armando Lúcio vai continuar compartilhando o conhecimento que acumulou por quase 4 décadas na Faculdade de Direito da UERN, onde ele afirma que mais apreendeu do que ensinou. Quem foi seu aluno, diz o contrário.


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