28 ABR 2026 | ATUALIZADO 17:57
POLÍCIA
28/04/2026 17:54
Atualizado
28/04/2026 17:56

Tardeli volta ao banco dos réus por mandar matar dona de casa e filha

Réu já é sentenciado a 20 anos de prisão pelo assassinato de Francisco Ferreira Viana, o Chiquinho. Nesta quarta-feira, 29, senta no banco dos réus para responder perante a sociedade mossoroense por ter mando matar, por vingança, a adolescente Fernanda Alice de Freitas Viana, de 16 anos, filha de Chiquinho, e também a dona de casa Valéria Guedes de Freitas, de 38 anos, esposa de Chiquinho. O motivo do duplo assassinato teria sido por vingança: Teria sido o testemunho da mãe e das filhas que teria levado Tardeli a prisão pelo assassinato de Chiquinho e o vizinho, Antônio Cortez, dois anos antes no mesmo local.
Réu já é sentenciado a 20 anos de prisão pelo assassinato de Francisco Ferreira Viana, o Chiquinho. Nesta quarta-feira, 29, senta no banco dos réus para responder perante a sociedade mossoroense por ter mando matar, por vingança, a adolescente Fernanda Alice de Freitas Viana, de 16 anos, filha de Chiquinho, e também a dona de casa Valéria Guedes de Freitas, de 38 anos, esposa de Chiquinho. O motivo do duplo assassinato teria sido por vingança: Teria sido o testemunho da mãe e das filhas que teria levado Tardeli a prisão pelo assassinato de Chiquinho e o vizinho, Antônio Cortez, dois anos antes no mesmo local.
Foto: Pedro Cezar

O Tribunal do Júri Popular, de Mossoró-RN, se reúne nesta quarta-feira no Fórum Municipal Desembargador Silveira Martins, para julgar Diego de Souza Pontes, conhecido por Diego Tardeli, de 31 anos, pelo duplo assassinato, ambos qualificados, que teve como vítimas Fernanda Alice de Freitas Viana, de 16 anos, e Valéria Guedes de Freitas, de 38 anos.

Veja mais

Dona de casa e a filha foram mortas a tiros no bairro Barrocas

Este crime aconteceu no dia 2 de fevereiro de 2018, por volta das 19h30, na Rua Anatália de Melo Alves, no bairro Paredões, em Mossoró-RN. O assassinato da dona de casa e da filha teria sido encomendado pelo réu Diego Tardely, que mesmo, se encontrando preso, a época, teria contratado o pistoleiro José Neto de Oliveira Cortez, o Galego, por R$ 15 mil reais.

No dia do crime, o pistoleiro Galego teria ido com um comparsa na moto. Ele desceu do veículo, tirou um bebê dos braços de Fernanda Alice e atirou na cabeça dela. Em seguida,saiu procurando Valéria Guedes, tendo a encontrado no banheiro. Ele efetuou vários disparos e acreditava que estava morta. Ainda no local, ela revelou o nome do atirador as testemunhas.

Fernanda Alice morreu no local. Valéria chegou a ser socorrida para o Hospital Regional Tarcísio Maia, mas não resistiu aos ferimentos. Ainda segundo apurou a polícia civil, outra filha de Valéria e Chiquinho também seria alvo do pistoleiro contratado por Tardely, que não a encontrou no dia.

O motivo do crime

Diego Tardely teria mando Galego matar Valéria e Fernanda porque as duas teriam prestado depoimento a Justiça, apontando-o como autor do assassinato de Francisco Ferreira Viana, o Chiquinho, esposa de Valéria, assassinado no mesmo local no dia 16 de janeiro de 2016. Neste mesmo local também foi assassinato Antônio Cortez Sobrinho, de 32 anos.

Pelo assassinato de Chiquinho, Tardeli foi condenado a 20 anos de prisão.

O júri

O Julgamento está previsto para começar às 9h, sob a presidência do juiz Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros, com o sorteio dos sete jurados, no Salão do Tribunal do Júri Popular. Em seguida, está previsto a oitiva de duas testemunhas e do réu Diego Tardely.

O promotor Italo Moreira Martins foi escalado pelo Ministério Público Estadual para atuar na acusação. Na tarde desta terça-feira, 28, o representante do Ministério Público Estadual explicou que o pistoleiro Galego será julgado em outra ocasião.

Para defender os interesses do réu no plenário, estão inscritas as advogadas Adriele Ariamy Leite Dutra, Alyne Monique Barbosa Pinheiro e Laysa Raquel de Sousa Fontes.

O primeiro a ocupar a tribuna, é o promotor de Justiça. Ele terá 90 minutos para mostrar as provas contra o réu e pedir a condenação ou não. As advogadas de defesa terão o mesmo tempo para apresentar os argumentos de interesse do réu.

Ao final dos trabalhos, o juiz Vagnos Kelly convoca os sete jurados a sala secreta. Após os jurados votarem pela condenação ou não, o juiz encerra a sessão anunciando a sentença do réu, sendo de absolvição ou de condenação, no plenário do júri.

Diante dos fatos, o réu pode pegar mais de R$ 50 anos de prisão, que vem a se somar as sentenças contra ele já existente pelos assassinatos de Antônio Cortez Sobrinho e também Francisco Ferreira Viana, crimes pelos quais já foi sentenciado.


Notas

Publicidades

Outras Notícias

Deixe seu comentário