13 JAN 2026 | ATUALIZADO 14:41
MOSSORÓ
13/01/2026 12:03
Atualizado
13/01/2026 12:03

MPRN abre investigação sobre caso de apologia ao extremismo em Mossoró

O MPRN, por meio da 10ª Promotoria de Justiça de Mossoró, instaurou procedimento extrajudicial para apurar um incidente ocorrido durante o baile de formatura do curso de Medicina da Facene. O caso também é investigado pelo Ministério Público Federal. A apuração busca reunir informações preliminares, identificar os envolvidos e analisar as provas para definir eventuais medidas legais, incluindo a possível responsabilização do adolescente envolvido e de seus responsáveis.

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por intermédio da 10ª Promotoria de Justiça de Mossoró, informa que foi instaurado um procedimento extrajudicial para a coleta de informações sobre incidente ocorrido durante o baile de formatura do curso de Medicina da Facene, realizado no último sábado. O Ministério Público Federal também investiga o caso.

O procedimento busca coletar informações preliminares sobre os fatos e a identificação dos envolvidos. A Promotoria de Justiça analisará detalhadamente as provas juntadas aos autos para determinar as medidas legais e diligências adequadas à elucidação do ocorrido.

Após as diligências estabelecidas pelo MPRN, será feita a análise sobre a responsabilização seja do próprio suposto adolescente e/ou de seus responsáveis.

Na manhã desta terça-feira (13), o adolescente postou um vídeo nas redes sociais pedindo desculpas pelo ocorrido.

O MPRN recebeu diversas representações por meio de sua plataforma oficial de denúncias. Todas as manifestações foram agrupadas ao procedimento principal para otimizar a investigação.

Por oportuno, o MPRN ressalta que, por se tratar de apuração envolvendo possível adolescente autor de ato infracional, o processo segue em estrito segredo de justiça.

Nesse sentido, alerta-se aos meios de comunicação, blogs e usuários de redes sociais que deve-se evitar a publicação de fotos, vídeos que exponham o rosto ou a divulgação do nome do adolescente.

O descumprimento dessa norma pode configurar infração administrativa, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sujeitando os responsáveis às penalidades legais. Além disso, o Artigo 143 do ECA veda a divulgação de atos judiciais, policiais e administrativos que digam respeito a crianças e adolescentes a que se atribua autoria de ato infracional.

O MPRN reitera seu compromisso com a legalidade e a proteção integral dos direitos infanto-juvenis.

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