01 MAR 2026 | ATUALIZADO 23:41
MOSSORÓ
28/02/2026 22:37
Atualizado
28/02/2026 23:21

Carne com pelos é servida a internos e servidores da FUNDASE em Mossoró

A 10ª Promotoria de Justiça de Mossoró abriu investigação nas unidades da FUNDASE após constatar que as refeições servidas são de má qualidade e, às vezes, estragadas. No jantar deste sábado (28), por exemplo, a carne foi entregue com couro peludo. Enquanto a empresa fornecedora mostra um cardápio balanceado ao governo, serve comida ruim a servidores e internos. O promotor poderá acionar a Justiça contra os responsáveis pelo problema, que já se arrasta há mais de 12 meses.
A 10ª Promotoria de Justiça de Mossoró abriu investigação nas unidades da FUNDASE após constatar que as refeições servidas são de má qualidade e, às vezes, estragadas. No jantar deste sábado (28), por exemplo, a carne foi entregue com couro peludo. Enquanto a empresa fornecedora mostra um cardápio balanceado ao governo, serve comida ruim a servidores e internos. O promotor poderá acionar a Justiça contra os responsáveis pelo problema, que já se arrasta há mais de 12 meses.

O promotor de Justiça Antônio Claudio Linhares Araújo instaurou, oficialmente, um Inquérito Civil Público para investigar a qualidade das refeições servidas aos servidores e internos das unidades da FUNDASE, em Mossoró. O alvo da investigação é a empresa Top Food Refeições Alimentícias Industriais Ltda., responsável pelo contrato.

Relatos colhidos pela Promotoria indicam que o café da manhã, o lanche e o jantar são frequentemente descartados por estarem impróprios para o consumo. No lanche da tarde, por exemplo, internos descrevem um "pão seco com um recheio amarelo", supostamente um patê de qualidade duvidosa.

Contraste entre o cardápio e a realidade

Embora o almoço deste sábado (28) não tenha registrado queixas, o jantar revelou o descaso: a carne foi servida com couro e restos de pelos. “Nem os pelos tiraram”, relatou uma fonte ao MOSSORÓ HOJE, enviando registros fotográficos do alimento.

O portal também teve acesso ao cardápio oficial que a empresa apresenta ao governo e à direção da instituição. A divergência é alarmante: enquanto a previsão para a ceia era cuscuz recheado, o que foi entregue aos internos e servidores foram apenas bolachas de água e sal.

Histórico de irregularidades

A investigação ganhou força após uma perícia técnica em nutrição, requisitada pela 10ª Promotoria, apontar “não conformidades graves, reiteradas e possíveis infrações sanitárias”. A situação é tão crítica que membros do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) foram pessoalmente às unidades e solicitaram a fiscalização imediata dos órgãos de vigilância sanitária.

O problema persiste há mais de um ano, e o MPRN já havia aberto um procedimento preliminar há 180 dias. Com a abertura do inquérito oficial, o promotor Antônio Claudio Linhares poderá promover diligências investigatórias mais rigorosas, propor soluções extraprocessuais ou ajuizar as ações judiciais cabíveis contra os responsáveis.


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