O ministro Sérgio Moro, da Justiça, conversou com o governador Camilo Santana, do Ceará nesta segunda-feira, 24, em Fortaleza, sobre a crise com a segurança pública do Estado, depois que grupos de policiais militares se uniram para fazer motins e até atos de vandalismos, exigindo melhores salários para a categoria.
Além de Moro, também esteve na mesma reunião o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e o Advogado Geral da União, André Luiz Mendonça.
Camilo destacou que diante da situação (quase 150 assassinatos depois que começou a crise, quase 5 vezes mais do que o índice normal), pediu, por ofício, apoio da Força Nacional e também das Forças Armadas, ao Governo Federal, para garantir a Lei e a Ordem no Estado.
Após a conversa entre o governador e o ministro, os dois concederam entrevista coletiva, ocasião que Camilo Santana voltou a dizer que sempre dialogou com os policiais e que ofereceu o que podia, média de aproximadamente R$ 4,5 mil para soldado em início de carreira.
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Já o ministro Sérgio Moro, que fez um sobrevoo em Fortaleza, declarou que a presença do Governo Federal no Ceará “é para garantir tranquilidade e segurança da população. A gente veio para serenar os ânimos”, disse Moro, que estava com outros dois ministros.
Ainda conforme Moro, “tudo está sob controle dentro do contexto relativamente difícil”. Relativou que o conflito que o Ceará vive é temporário e que será brevemente resolvido.
O Comando da Policia Militar informa que o número de policiais afastados reduziu de 147 para 130, considerando que alguns policiais mudaram de ideia. Quanto aos demais, o Governo informa que estão afastados de suas funções e salários suspensos.
O Governador Camilo Santana destaca que foi muito importante a resposta rápida do Governo Federal e que “ninguém está acima da lei”. “Agradeço o apoio do Governo Federal neste momento. Reafirmou que continuarei apoiando e valorizando nossos policiais que cumprem com suas obrigações e honram a farda que vestem”.