19 OUT 2019 | ATUALIZADO 13:52
POLÍCIA

Preso de justiça no banco dos réus por homicídio e tentativa de homicídio

Promotor de Justiça pede condenação por homicídio, tentativa de homicídio e corrupção de menores e o advogado de defesa defende a tese de legítima defesa
CEZAR ALVES
09/10/2019 10:06
Atualizado
09/10/2019 10:09
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FOTO: CEZAR ALVES

O preso de justiça por tráfico de drogas Erick Francisco de Sousa Oliveira, de 20 anos, conhecido por Emanuel, será julgado por homicídio, tentativa de homicídio e também por corrupção de menores pelo Tribunal do Júri Popular, nesta quarta-feira, 9.

O julgamento, sob a presidência do juiz Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros, está sendo realizado no Salão do Tribunal do Júri Popular do Fórum Municipal Desembargador Silveira Martins, na zona leste de Mossoró. Os trabalhos começaram às 9h horas.

Com o Conselho de Sentença formado por 5 mulheres e dois homens, os trabalhos começaram com o depoimento do réu Emanuel, que está preso pelo crime de tráfico de drogas e faria parte de uma das facções que nasceram no Sistema Prisional do Rio Grande do Norte.

O promotor de Justiça Italo Moreira Martins disse que ficou provado no processo que o réu tentou matar Sameck Barbosa Ferreira e terminou matando MaclyAl Samir Barbosa Ferreira. Sameck ficou baleado no ombro. A arma usada foi uma espingarda calibre 12.

Na ocasião do crime, Emanuel estava acompanhado com um adolescente (nome omitido) e por esta razão também está sendo julgado por corrupção de menores. O promotor afirmou, antes do júri, que vai pedir a condenação do réu nos termos da denúncia.

A rixa entre réu e vítimas seria motivada por briga de facções e também havia problemas familiares. Segundo o promotor Italo Moreira Martins, o réu e o menor passaram em frente à casa onde se encontravam as vítimas e teriam exibido a espingarda calibre 12.

No caso, o promotor colocou que as testemunhas falaram que Emanuel atirou primeiro e que as vítimas atiraram depois e outra informação é que, após o crime, os réus passaram a lançar ameaças contra as testemunhas, que foram embora do bairro com medo dos réus.

Já o advogado de defesa, Marlus César, abre divergência quanto a posição do Ministério Público Estadual. Afirma que, na verdade, o réu Emanuel tentou se defender atirando na direção de Sameck Barbosa e matou Macly Al Samir Barbosa Ferreira.

Ainda conforme o advogado Marlus César, na verdade houve uma troca de tiros e que inclusive o réu também teria saído baleado. Falou que até hoje os balins estão no corpo do réu. Outra informação é que o réu disse que foi baleado primeiro e atirou para trás.

Os trabalhos devem ser concluídos por volta de meio dia, com o juiz Vagnos Kelly anunciando sentença do réu decidida pelo Conselho de Sentença.


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