19 OUT 2019 | ATUALIZADO 13:52
MUNDO

Altas temperaturas chamam atenção para preservação da camada de ozônio

Profissional avalia que medidas devem ser tomadas pelo poder público e sociedade, visto que a camada de ozônio tem uma importante atuação: inibir que as radiações ultravioletas (UV), emitidas pelo sol, cheguem à atmosfera terrestre.
16/09/2019 17:00
Atualizado
16/09/2019 17:04
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FOTO: REPRODUÇÃO

Estimativas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), apontam que nos próximos 100 anos haverá um aumento do nível médio do mar entre 0,18 m e 0,59 m e aumento da temperatura média global entre 1,8°C e 4,0°C.

Nesse contexto, a camada de ozônio tem uma importante atuação: inibir que as radiações ultravioletas (UV), emitidas pelo sol, cheguem à atmosfera terrestre.

Quando há corrosão dessa camada, todos os ecossistemas sofrem as consequências, pois os raios UV incidem de forma mais potente sobre os seres vivos gerando danos à visão, levando ao envelhecimento precoce, à supressão do sistema imunológico e ao desenvolvimento do câncer de pele, por exemplo.

Os animais também sofrem as consequências da destruição da camada de ozônio, já que os raios ultravioletas prejudicam os estágios iniciais do desenvolvimento de diversas espécies e reduzem a produtividade, provocando desequilíbrios ambientais.

Para a bióloga e professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (Ifbaiano), Daianne Sampaio, as medidas que possibilitem o combate à destruição da camada de Ozônio devem ser realizadas em conjunto, a partir de iniciativas globais abraçadas por todos.

O maior desafio em relação a esse assunto é dar mais valor às Ciências e às pesquisas, ainda de acordo com a professora.

“Importante, primeiro, que a gente tenha uma Ciência construída com muito rigor. É difícil combater se não há estudos e se não é dada a devida importância às pesquisas”, argumenta a profissional, que completa: “todos precisam entender como isso nos afeta”.

Veja, abaixo, quais substâncias devem ser evitadas para reduzir a destruição da camada de ozônio:

Óxidos nítricos e nitrosos - expelidos pelos exaustores dos veículos. Como evitar?

Preferir bicicleta aos veículos automotivos ou ir a pé, quando possível;

Oferecer carona solidária para diminuir a quantidade de carros nas ruas;

Fazer manutenção periódica dos automóveis.

CO2 - produzido pela queima de combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo. Como reduzir?

Evitar queimadas;

Optar por fontes renováveis;

Realizar a manutenção preventiva dos automóveis;

Reduzir o consumo de carne.

CFC – substância química encontrada em solventes, gases para refrigeração, extintores de incêndio e aerossóis. Como evitar?

Ao comprar eletrodomésticos, verificar a quantidade de CFC que o aparelho emite e preferir aqueles com baixa porcentagem;

Evitar o uso de sprays como desodorantes aerossóis;

Preferir usar varal à secadora de roupa (a redução pode eliminar 3 kg de gases por lavagem).


16 DE SETEMBRO – nesta data, anualmente, comemora-se o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio.

O dia foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1994, como celebração da assinatura do Protocolo de Montreal, ocorrido em 16 de setembro de 1987.

Com a lembrança da data, objetiva-se conscientizar população e governos sobre a importância da preservação da camada de Ozônio.


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