25 AGO 2019 | ATUALIZADO 10:30
EDUCAÇÃO

Estudantes de Pau dos Ferros ganham prêmio com projeto científico de sustentabilidade

Projeto Saburâmica prevê a utilização de resíduos de mármore de forma sustentável para fabricação de uma cerâmica orgânica. Com ele as alunas Naiara Aquino e Estela Gonçalves, da Escola Estadual em Tempo Integral José Fernandes de Melo, garantiram uma credencial para participar da Feira Mineira de Iniciação Científica (Femic), que acontece em agosto.
12/07/2019 16:46
Atualizado
12/07/2019 16:53
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Estudantes de PDF ganham prêmio com projeto científico de sustentabilidade
Previsto para ser concluído em novembro deste ano, o projeto vem tornando-se um diferencial não somente na rotina das alunas, mas também no ambiente escolar.
FOTO: CEDIDA

Um projeto desenvolvido na Escola Estadual em Tempo Integral José Fernandes de Melo (EEJFM), localizada no município de Pau dos Ferros (RN), ganhou destaque por sua inovação e proposta de sustentabilidade.

Intitulado “Saburâmica: uma opção ecológica”, o projeto prevê a utilização de resíduos de mármore de forma sustentável para fabricação de uma cerâmica orgânica, e recebeu notoriedade na edição 2019 da Exposição de Ciência, Engenharia, Tecnologia e Inovação (Expoceti).

Desenvolvido pelas alunas Naiara Aquino e Estela Gonçalves, estudantes da 2ª e 3ª séries do ensino médio, o trabalho foi apresentado na categoria “Meio Ambiente”, durante a Expocite, que aconteceu entre os dias 24 e 28 de junho, em São Lourenço, Pernambuco (PE).

Concorrendo com aproximadamente 80 outros projetos, oriundos de 18 estados no país, o trabalho ganhou como premiação credenciais para participar da Feira Mineira de Iniciação Científica (Femic), que acontece em Minas Gerais, no mês de agosto.

Além disso, o desenvolvimento e apresentação do trabalho conferiu às alunas o mérito de receber credencial para participar da Feira Brasileira para Indústria Têxtil (Febratex), maior evento da indústria têxtil das Américas, que acontece em agosto de 2020, em Brasília (DF).

Para a orientadora do projeto, a professora Jaciclelma Oliveira, as premiações e destaque nacional atribuídos ao projeto são um estímulo para as alunas permanecerem no âmbito científico e despertarem o interesse pela academia.

“Eu considero este um projeto bastante grandioso e enriquecedor para as alunas. A partir do seu desenvolvimento percebi o quanto elas se envolveram e se tornaram verdadeiras pesquisadoras. A cada feira que a gente participa e elas são premiadas é um incentivo a mais, e isso é fundamental, porque hoje elas dizem que vão entrar na universidade e trabalhar com projetos científicos”, avalia a professora.

PROJETO SABUR MICA

Iniciado em março do ano passado, o projeto da Saburâmica surgiu a partir de uma aula de campo realizada em uma marmoraria da cidade de Pau dos Ferros. Na ocasião, Naiara e Estela observaram o descarte inadequado dos resíduos do mármore produzido, que eram jogados no rio Apodi.

A partir dessa observação, as alunas pensaram em solucionar o problema e começaram a trabalhar na produção de um mármore que proporcionasse um descarte sustentável.

O resultado desse trabalho foi a chama “Saburâmica”, uma cerâmica produzida a partir dos rejeitos do mármore e da resina de seriguela.

Sob a orientação da professora Jaciclelma Oliveira, que na época ministrava as disciplinas de Biologia e já trabalhava com projetos de iniciação científica, as alunas desenvolveram o trabalho e começaram a ganhar destaque a âmbito regional no campo de pesquisa no meio ambiente e sustentabilidade.

“Em nossa escola de tempo integral existe uma disciplina de parte diversificada que é chamada de eletiva, e foi através desta, e trabalhando com a metodologia em iniciação científica que nós desenvolvemos esse projeto”, comenta Jaciclelma.

Previsto para ser concluído em novembro deste ano, o projeto vem tornando-se um diferencial não somente na rotina das alunas, mas também no ambiente escolar.

“Do ponto de vista da escola, isso é envolvente, pois, eu percebo que hoje o nosso alunado está bastante estimulado e a gente sente empolgação e euforia em participar de projetos de iniciação científica”, aponta a orientadora.

Passada a fase de desenvolvimento do projeto, a intenção da equipe é passar a produzir a cerâmica sustentável.

Para isso, as alunas, juntamente com a orientadora, estão buscando realizar parcerias com a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), que possui polo em Pau dos Ferros, afim de começar teste para produção efetiva da cerâmica.


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