As testemunhas confirmaram, em audiência de instrução e julgamento, que Lucas Vinicius do Vale Lopes, 24, aparentava sinais de embriaguez e odor de bebidas alcoólicas após atropelar e matar José Matias Veras, o Netão, no dia 22 de março de 2025, no Abolição 3, em Mossoró-RN.
Para a família de Netão Veras, o pleito é tão somente justiça. Eles falaram, através dos advogados Marcos Freitas e Rafaela, que não é possível aceitar a ideia de que uma pessoa aparentando embriaguez (Lucas) mate outra pessoa (Netão) de forma tão absurda e seja posta em liberdade antes mesmo do corpo da vítima ser liberado pelo ITEP para sepultamento, pagando uma fiança de apenas R$ 1.500,00.
A Audiência de Instrução e Julgamento é quando o juiz do caso, tendo ao seu lado a defesa (advogado Otoniel Maia Junior) e a acusação (promotor de Justiça Italo Moreira Martins, e assistência de Marcos Freitas e Rafaela), interroga o réu e as testemunhas.
Nesta sexta-feira, 20, os trabalhos iniciaram às 10 horas, com o juiz Vagnos Kelly de Figueiredo de Medeiros, o réu Lucas Vinicius e as testemunhas arroladas pela acusação e defesa, de forma presencial e também por videoconferência. Os trabalhos foram concluídos no início da tarde.
O réu Lucas Vinicius foi denunciado pelo Ministério Público Estadual pelo atropelamento e morte de Netão Veras, ocorrido no início da manhã do dia 22 de março de 2025, em frente ao Porreta Burg, quando Netão pilotava uma motocicleta no sentido Centro Abolição IV, com a finalidade de fazer coletas de doações para instituições filantrópicas.
Lucas Vinicius seguia no mesmo destino, após uma noitada com amigos em bares do bairro Nova Betânia, dirigindo um Citroen, com velocidade acima de 100 km/hora. Ele atropelou a moto de Netão por trás, derrubando-o e, após, passando o carro por cima. O acidente foi gravado pelas câmeras de monitoramento instaladas na região.
Após o crime, Lucas ficou no local das 5h40, quando aconteceu, até por volta das 9h30, quando foi conduzido para a Delegacia de Polícia Civil. Ainda no local, o guarda de trânsito Oliveira declarou que ele estava bêbado e outras pessoas no local declararam que ele apresentava odor de bebidas. Mas na delegacia, o delegado não teve acesso a esta informação.
Lucas Venicius foi autuado pelo atropelamento e morte de Netão Veras, pagou fiança de apenas R$ 1.500,00 e foi para casa, antes do meio dia. Ele se recusou a fazer exames de alcoolemia e os policiais não confeccionaram o termo de que ele estava bêbado. “Já o corpo de Netão Veras ficou no ITEP até o final da tarde. Fizeram exames de alcoolemia no sangue dele”, destaca o advogado Marcos Freitas.
O caso foi investigado pelo delegado José Vieira e o promotor de Justiça Ítalo Moreira Martins conseguiu mais testemunhas. Lucas Vinicius foi indiciado e denunciado pelo Ministério Público Estadual por crime doloso. Com o parecer da defesa, o juiz Vagnos Kelly agendou a audiência de instrução e julgamento para esta sexta-feira, dia 20 de fevereiro de 2026.
Os primeiros a serem ouvidos foram policiais que foram os primeiros a chegarem ao local e foram arrolados como testemunhas no processo, como Lucas Vincius, pelo Ministério Público Estadual, representado pelo promotor de Justiça Italo Moreira Martins.
Também foi arrolado como testemunha o dono de uma barraca de frutas, que fica em frente ao local do acidente. A defesa, representada pelos advogados Otoniel Maia Junior, chamou como testemunha os amigos de Lucas Vinicius, não aqueles que passaram a noite nos bares do bairro Nova Betânia com ele, mas outros que falaram que se tratava de uma boa pessoa.
Os policiais confirmaram que realmente Lucas Vinicius apresentava sinais de embriaguez, inclusive com odor de bebidas. Os amigos de Lucas afirmaram que ele é uma boa pessoa e não é de passar a noite em bares, como ocorreu naquela noite.
O próximo passo do processo é receber o parecer do Ministério Público Estadual e também do advogado de defesa. Em seguida, o juiz Vagnos Kelly decide se manda para julgamento popular ou não. Isto deve ocorrer nos próximos dois meses.