Suspenso desde o dia 1º de fevereiro, o serviço de ortopedia na Unidade de Pronto Atendimento do bairro Belo Horizonte não voltará a ser oferecido à população. A confirmação foi feita ao MOSSORÓ HOJE pelo próprio secretário municipal de Saúde, Benjamim Bento. Ele revelou também que a Prefeitura irá reduzir o número de médicos que hoje atuam nas três UPAs da cidade.
O secretário justifica que as mudanças fazem parte do processo de readequação pelo qual passa as Unidades. “Todas as UPAs estão passando por uma readequação. Na estrutura do BH, o serviço de ortopedia, da forma de ambulatório, como estava sendo oferecido, não voltará, por conta do porte da Unidade, que será habilitada agora pelo Ministério da Saúde, e dentro da nova composição não abrigaria essa demanda de serviços”, afirmou.
“Estamos fazendo a composição com o PAM do Bom Jardim, não é transferência, porque os serviços são totalmente diferenciados”, acrescentou Benjamim Bento, justificando que o atendimento ambulatorial continua oferecido no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). “São, diariamente, 24h por dia, dois ortopedistas de plantão, com cobertura de raio-x, tomografia, até cirurgias, havendo necessidade imediata”, disse.
No entanto, a suspensão do atendimento na UPA do Belo Horizonte, que recebia pacientes de baixa e média complexidade, já está causando um aumento na demanda do Hospital, conforme relatou recentemente ao MOSSORÓ HOJE o diretor da unidade, Jarbas Mariano. Leia
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Sobre a redução do número de médicos, Benjamim informou que cada UPA deverá funcionar com dois ou no máximo três profissionais. Hoje esse número chega a quatro em horários de maior procura. “Isso já é de imediato”, concluiu o secretário de Saúde.